segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A moral humana na perpectiva Biblica

Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo significado é “relativo aos costumes”.
As regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas, sendo uma palavra relacionada com a moralidade e com os bons costumes.
Está associada aos valores e convenções estabelecidos coletivamente por cada cultura ou por cada sociedade a partir da consciência individual, que distingue o bem do mal, ou a violência dos atos de paz e harmonia.
Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, e etc, determinam o sentido moral de cada indivíduo. São valores universais que regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas.
Na filosofia, moral tem uma significação mais abrangente que ética, e que define as "ciências do espírito", que contemplam todas as manifestações que não são expressamente físicas no ser humano.
Hegel fez a diferenciação entre a moral objetiva, que remete para a obediência às leis morais (estabelecidas pelos padrões, leis e tradições da sociedade); e a moral subjetiva, que aborda o cumprimento de um dever pelo ato da sua própria vontade.
Na literatura, particularmente na literatura infantil, a moral se resume a uma conclusão da história narrada cujo objetivo é transmitir valores morais (certo e errado, bom e mau, bem ou mal, etc.) que possam ser aplicados nas relações sociais.
 O fato de sermos seres morais, prova com clareza que o ser humano precisa dos princípios de uma lei moral permanente que oriente seus atos nesta vida.
A Bíblia é clara em afirmar a permanência e a necessidade de uma lei moral. Deus é amor e como expressão desse amor nos deu a lei moral. João afirma: "...E todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus... pois Deus é amor".

O apóstolo Tiago chama a essa lei, a lei da liberdade, por quê? Simplesmente porque as normas da lei moral não foram dadas para arruinar nem limitar a vida de ninguém, mas proteger a vida do ser humano.
Nas leis de trânsito, por exemplo. Você acha que elas foram dadas para tirar a liberdade do ser humano? Pelo contrário. Hoje, com o novo código de trânsito você anda seguro. O índice de atropelamento e mortes fatais como conseqüência de acidentes nas estradas, diminuiu. Quer dizer, todas essas leis são protetoras da vida.
Mas o ser humano é interessante. Ele pretende ser livre, jogando no lixo o código de trânsito da vida. Cada um tenta ser feliz a seu modo. Cada um tenta fazer sua moral. Mas o que acha Deus disso tudo? Vejamos o que diz Deuteronômio 30:19: "O céu e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência". (Deuteronômio 30:19)

Aqui Deus dá plena liberdade ao ser humano. Liberdade para seguir o caminho moral divino que conduz a vida ou o caminho moral humano que conduz à morte. Mas Deus nunca deu liberdade ao homem para determinar o que é moral ou imoral. Isso é um atributo divino. A lei moral nasce no amor de Deus com o propósito de proteger a vida e a felicidade humana. O homem pode aceitar ou rejeitar, mas não pode determinar o que é certo ou errado do ponto de vista moral.

Quando o ser humano tenta criar seu próprio código moral, por mais que negue, percebe o agudo vazio que vive, percebe claramente a angústia de sua alma e sofre um intenso sentimento de culpa. Geralmente nega essa realidade. Nega-a porque é arrogante, egoísta e incrédulo. A arrogância, porém, só produz insegurança. O egoísmo gera descontentamento e a incredulidade gera angústia. A segurança, a plena liberdade e a satisfação da vida somente se encontram numa relação de fé com Cristo, numa relação de obediência a Deus e numa relação de responsabilidade para com o próximo.

A moral não é determinada pela sociedade. A maioria democrática não determina a moral. As estatísticas não definem a moral. A maturidade biológica não estabelece a moral. Os princípios que conduzem o homem a felicidade tem que ter origem no amor de Deus. Estes princípios tem que ser permanentes e devem conter tudo que é necessário para que o homem alcance plena liberdade: psíquica, espiritual, social, moral, enfim, liberdade na sua plenitude e a que nasce no amor de Deus e que é desfrutada pelo homem sem sentimento de culpa, sem limitações, mas com responsabilidade.

A.Alves

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