As regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas, sendo uma palavra relacionada com a moralidade e com os bons costumes.
Está associada aos valores e convenções estabelecidos coletivamente por cada cultura ou por cada sociedade a partir da consciência individual, que distingue o bem do mal, ou a violência dos atos de paz e harmonia.
Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, e etc, determinam o sentido moral de cada indivíduo. São valores universais que regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas.
Na filosofia, moral tem uma significação mais abrangente que ética, e que define as "ciências do espírito", que contemplam todas as manifestações que não são expressamente físicas no ser humano.
Hegel fez a diferenciação entre a moral objetiva, que remete para a obediência às leis morais (estabelecidas pelos padrões, leis e tradições da sociedade); e a moral subjetiva, que aborda o cumprimento de um dever pelo ato da sua própria vontade.
Na literatura, particularmente na literatura infantil, a moral se resume a uma conclusão da história narrada cujo objetivo é transmitir valores morais (certo e errado, bom e mau, bem ou mal, etc.) que possam ser aplicados nas relações sociais.
O fato de sermos seres morais, prova com clareza que o ser humano precisa dos princípios de uma lei moral permanente que oriente seus atos nesta vida.
A Bíblia é clara em afirmar a permanência
e a necessidade de uma lei moral. Deus é amor e como
expressão desse amor nos deu a lei moral. João afirma: "...E todo aquele que ama é
nascido de Deus e conhece a Deus... pois Deus é amor".
O apóstolo Tiago chama a essa lei, a lei da liberdade,
por quê? Simplesmente porque as normas da lei moral não
foram dadas para arruinar nem limitar a vida de ninguém,
mas proteger a vida do ser humano.
Nas leis de trânsito, por exemplo. Você
acha que elas foram dadas para tirar a liberdade do ser humano?
Pelo contrário. Hoje, com o novo código de trânsito
você anda seguro. O índice de atropelamento e mortes
fatais como conseqüência de acidentes nas estradas,
diminuiu. Quer dizer, todas essas leis são protetoras
da vida.
Mas o ser humano é interessante. Ele pretende ser livre,
jogando no lixo o código de trânsito da vida. Cada
um tenta ser feliz a seu modo. Cada um tenta fazer sua moral.
Mas o que acha Deus disso tudo? Vejamos o que diz Deuteronômio
30:19: "O céu e a terra tomo, hoje, por testemunhas
contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção
e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que
vivas, tu e a tua descendência". (Deuteronômio
30:19)
Aqui Deus dá plena liberdade ao ser humano. Liberdade
para seguir o caminho moral divino que conduz a vida
ou o caminho moral humano que conduz à morte. Mas Deus
nunca deu liberdade ao homem para determinar o que é
moral ou imoral. Isso é um atributo divino. A lei moral
nasce no amor de Deus com o propósito de proteger a vida
e a felicidade humana. O homem pode aceitar ou rejeitar, mas
não pode determinar o que é certo ou errado do
ponto de vista moral.
Quando o ser humano tenta criar seu próprio código
moral, por mais que negue, percebe o agudo vazio que vive, percebe
claramente a angústia de sua alma e sofre um intenso
sentimento de culpa. Geralmente nega essa realidade. Nega-a
porque é arrogante, egoísta e incrédulo.
A arrogância, porém, só produz insegurança.
O egoísmo gera descontentamento e a incredulidade gera
angústia. A segurança, a plena liberdade e a satisfação
da vida somente se encontram numa relação de fé
com Cristo, numa relação de obediência a
Deus e numa relação de responsabilidade para com
o próximo.
A moral não é determinada pela sociedade.
A maioria democrática não determina a moral. As
estatísticas não definem a moral. A maturidade
biológica não estabelece a moral. Os princípios
que conduzem o homem a felicidade tem que ter origem
no amor de Deus. Estes princípios tem que ser permanentes
e devem conter tudo que é necessário para que
o homem alcance plena liberdade: psíquica, espiritual,
social, moral, enfim, liberdade na sua plenitude e a que nasce no amor de Deus e que é desfrutada pelo homem
sem sentimento de culpa, sem limitações,
mas com responsabilidade.
A.Alves
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