MITOLOGIA GREGA.
Os deuses olímpicos moravam em um imenso palácio, em algumas versões de cristais, construído no topo do monte Olimpo, uma montanha que ultrapassaria o céu. Alimentavam-se de ambrósia e bebiam néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites. Apesar de nunca haver se acabado por completo, e tendo permanecido oculto na maior parte da Grécia devido à perseguição político-religiosa que sofreu, o culto dos deuses olímpicos tem sido restaurado de forma mais explícita na Grécia desde os anos 1990, através do movimento religioso conhecido como dodecateísmo.
Platão relacionava os doze deuses ao número de meses do ano, e propôs que o último mês fosse dedicado aos rituais em honra de Plutão e dos espíritos dos mortos, o que implica que ele mesmo considerasse Hades como sendo um dos Doze. Hades não consta das versões posteriores deste grupo de deuses devido a associações ctónicas óbvias. Em Fedro Platão faz corresponder os Doze com o Zodíaco e exclui Héstia.
Os doze olímpicos obtiveram a sua supremacia no mundo dos deuses, depois de Zeus ter conduzido os seus irmãos, Hera, Posidão, Deméter e Héstia, à vitória na guerra com os titãs. Ares, Hermes, Hefesto, Afrodite, Atena, Apolo, Ártemis, as graças, Hércules, Dioniso, Hebe e Perséfone eram, por sua vezes, filhos de Zeus, ainda que algumas versões dos mitos sustentem que Hefesto era filho apenas de Hera e que Afrodite era filha de Urano.
De grande influência por todo Mediterrâneo Ocidental, a religião grega foi, junto com a língua, um fator de união entre gregos, tendo também influenciado a religião dos etruscos e da Roma Antiga ou mesmo o cristianismo e outras religiões com a humanização de Deus. Os deuses gregos eram antropomórficos, tinham forma e comportamentos humanos, com virtudes e defeitos.
A religião ou religiões da Grécia Antiga era um conjunto de crenças, rituais e divindades assemelhadas. Politeístas, os gregos acreditavam em vários deuses imortais, porém não onipotentes.
Os gregos acreditavam que a natureza é povoada de gênios e o divino existia em toda a parte, podendo se manifestar como um deus que agia em favor ou em detrimento dos homens de forma inesperada e arbitrária.
Além dos deuses havia os titãs, seres anteriores e odiados pelos deuses do Olimpo; centauros, seres de metade homem e metade cavalo; ninfas, que habitavam a natureza, as dríades das árvores e do mar as nereidas; sátiros, metade homem e metade bodes; monstros ciclopes de um olho só; Cila, do mar; Caríbdis, o turbilhão; as górgonas e o Minotauro, meio homem e meio touro.
Os gregos acreditavam que a natureza é povoada de gênios e o divino existia em toda a parte, podendo se manifestar como um deus que agia em favor ou em detrimento dos homens de forma inesperada e arbitrária.
A própria cultura ocidental tem por base a cultural grega, e isto é facilmente percebido em algumas palavras que falamos.
Música, Eco, erótico , pornografia, grafia, gráfico, Sofia, Era, idiota, lógico, idolatria, heresia, igreja, apóstolo, bispo, presbítero,Europa , crise , metrópoles , Psicologia, psique , teologia, didático , filosofia, e muitas outras.Estas palavras tem sua origem no grego, e algumas provém da mitologia grega.
E juntamente com as palavras também percorrem os seus pensamentos e ideologias, pois sabe-se que as palavras são signos e símbolos, os quais carregam em si um contexto social - ideológico - histórico .
Por exemplo, a palavra "Música" vem do grego "musiké téchne", “a arte das musas”. Na Grécia haviam nove entidades mitológicas chamadas de musas que eram consideradas “deusas inspiradoras da música” .
Na mitologia grega a "musica" também era usada pelas sereias, no sentido de encanto e sedução para com os navegantes.
De forma geral na sociedade atual,a "música", tem por intenção conduzir os ouvintes a um estado de cativeiro e embriaguês dos sentidos, afim de induzir o indivíduo à uma ação manipulada. Mas Deus não usa de sedução.
Tudo aquilo que procura tirar a consciência do homem não provém de Deus, ou seja, se alguma "música" busca tirar a consciência por meio de um transe, ou que tem por objetivo tirar a liberdade de se pensar, esta "música" não provém de Deus, mas de uma mentalidade grega da utilização da "música".
Por causa dos padrões religiosos e morais das pessoas das nações, alguns dos primeiros cristãos judeus de início não queriam aceitar na congregação gentios convertidos. Assim, quando ficou evidente que Deus estava disposto a aceitar gentios, os apóstolos e os anciãos em Jerusalém deixaram claro que esses conversos precisavam se abster de sangue, de fornicação e de idolatria. (Atos 15:29) Isso era essencial para qualquer pessoa que tivesse adotado o estilo de vida grego, porque a sociedade greco-romana estava infestada de “ignominiosos apetites sexuais” e homossexualismo. Não havia lugar para essas práticas entre os cristãos. — Romanos 1:26, 27; 1 Coríntios 6:9, 10.
Dos missionários cristãos do primeiro século que pregaram no mundo grego, nenhum se destacou mais do que o apóstolo Paulo. Até hoje, pessoas que viajam para Atenas, na Grécia, podem ver ao sopé do Areópago uma placa de bronze em lembrança do famoso discurso que Paulo fez naquela cidade. Esse discurso está registrado no capítulo 17 do livro bíblico de Atos. Suas palavras introdutórias, “homens de Atenas”, eram usadas pelos oradores gregos e com certeza deixou seus ouvintes — entre eles epicureus e filósofos estóicos — à vontade. Em vez de deixar transparecer sua irritação ou criticar a fé de seus ouvintes, Paulo procurou estabelecer um bom relacionamento com eles por reconhecer que pareciam ser muito religiosos. Ele falou a respeito do altar deles “a um Deus Desconhecido” e estabeleceu uma base em comum por dizer que era sobre esse Deus que pretendia falar. — Atos 17:16-23.
Paulo tocou o coração de seus ouvintes por falar sobre coisas que não eram difíceis para eles aceitar. Os estóicos podiam concordar com ele que Deus é a Fonte da vida humana, que todos os homens são da mesma raça, que Deus não está longe de nós e que a vida humana depende de Deus. Paulo apoiou esse último ponto citando obras dos poetas estóicos Arato (Fenômenos) e Cleanto (Hino a Zeus). Os epicureus também descobriram que tinham muito em comum com Paulo — acreditavam que Deus está vivo e pode ser conhecido, que ele é auto-suficiente, não precisa de nada dos homens e não mora em templos feitos por mãos.
Os ouvintes de Paulo conheciam bem os termos que ele usou. De fato, de acordo com certa fonte, “o mundo (kósmos)”, “progênie” e “o Ser Divino” eram expressões muitas vezes usadas por filósofos gregos. (Atos 17:24-29) Não que Paulo quisesse comprometer a verdade para ganhá-los. Pelo contrário, suas observações finais sobre a ressurreição e o julgamento foram de encontro às crenças deles. Mesmo assim, ele habilmente adaptou sua mensagem, tanto na forma como no conteúdo, para torná-la atraente à sua assistência de mentalidade filosófica.
A.Alves