A filosofia greco-romana foi a maneira com que os antigos gregos e romanos organizaram, nos últimos cinco séculos antes de Cristo, uma forma de conhecimento, um modo de reflexão ou uma teoria da realidade. Esta filosofia pode ser classificada em dois períodos: o cosmológico e o antropológico clássico.
A filosofia grega - O Período Pré-Socrático
Desde o berço da Filosofia, em Mileto (século IV a.C.) até Sócrates,buscam o princípio constitutivo do universo. São chamados de Físicos. Abrange também o movimento sofista na estruturação da "pólis" grega. O princípio da identidade e da contradição. O que é o ser?
Período clássico - Sócrates (469-399 a.C.) – A preocupação com o homem e com o significado da existência humana. O que é o conhecimento? A busca do diálogo, a ironia e a maiêutica como métodos. O perfil do filósofo. O exercício da ironia, a crítica das tradições, os usos e costumes, do próprio regime democrático grego, decretaram a sua morte por "não acreditar nos deuses e corromper a juventude".
Platão (428-347 a.C.) O dualismo grego é sacralizado: o sensível e o espiritual, o bem e o mal, a unidade e a pluralidade. O mundo das sombras e o mundo das ideias. O mito da caverna, o Bem Supremo. A pólis exige Justiça. A "paidéia" prepara o cidadão para a "pólis". O filósofo é o mediador entre o sábio e o ignorante.
Aristóteles (384-322 a.C.) – Historiador e sistematizador de todo o pensamento grego anterior. É o criador da lógica formal e sistematizador das ciências no Organon (física, metafísica, lógica, matemática, psicologia, antropologia, ética, política etc). É tido como o maior dos filósofos gregos e um dos maiores da história da filosofia universal. Marca o apogeu da filosofia grega.
Período decadente - É composto por várias escolas que surgem com a desintegração do império helenista, a ruína da "pólis", cidade grega e o poderio crescente dos romanos. Entre estas escolas destacamos:
o helenismo; o ceticismo;o epicurismo;o cinismo;o estoicismo;o neoplatonismo.
FILOSOFIA ROMANA
Na filosofia, os romanos não produziram nenhuma corrente de pensamento original. Sua principal orientação voltou-se para a moral, com a adoção de valores éticos gregos e da filosofia helenística. Enquanto o povo romano se apegava aos mistérios da religião e à adoção de deuses estrangeiros, os homens cultos inclinaram-se para a filosofia. Influenciada pelo estoicismo e pelo epicurismo, a filosofia romana não preponderou tanto quanto a grega que foi, sem sombra de dúvida, a grande inspiradora do pensamento ocidental.
Dentre os principais filósofos destacam-se:
Sêneca (4 a 65 d.C) - natural de Córdoba, na Espanha, escreveu Cartas a Lucílio e traduziu Medéia. Foi professor de Nero que exigiu, posteriormente, que se suicidasse.
Epiteto - era escravo liberto e suas idéias foram depois condensadas no Manual de Epicteto. Marco Aurélio - o grande imperador romano, que viveu e governou entre 161 e 180 d.C., escreveu Pensamentos, destacando-se assim no campo da filosofia. Apuleio - Apuleio nasceu em Madaura, pequena mas importante colônia romana.
Roma apenas modificou a filosofia já existente na Grécia, adotando-a e, em seu ponto de vista, melhorando-a.
A filosofia greco-romana tem como objetivo compreender a própria vida, valorizando e dando conta, a partir da linguagem, da vida do homem tal como ela é e acontece. Carrega assim, a tarefa do homem compreender a totalidade de sua vida, construindo os significados conscientes de sua existência.
Para o mundo grego-romano a filosofia e a vida são inseparáveis porque a antropologia aparece na história da filosofia em tempos um tanto recentes, aquilo que ele designa foi sempre objeto de estudo em todos os períodos da história. Antropológicamente a filosofia grego-romana assume um dado novo: não pode existir se não tiver uma relação íntima com o problema da existência. Ou seja, a filosofia terá sustentação se for apresentada em função dos problemas da vida. E estas questões (problemas) são sobre o próprio homem, partindo de suas experiências.
AS CONTRIBUIÇÕES DOS ROMANOS
A contribuição política anterior à vinda de Cristo foi basicamente obra dos romanos. Esse povo, seguidor do caminho da idolatria, dos cultos de mistérios e do culto ao Imperador, foi usado por Deus, a quem ignoravam, para cumprir a sua vontade. Os Romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um senso de unidade da humanidade sob uma lei universal. Esse senso de solidariedade do homem no império criou ambiente favorável à aceitação do evangelho que proclamava a unidade de espécie e que a todos era oferecida a salvação que os integra num organismo universal, a Igreja, o corpo de Cristo.
As suas principais contribuições foram: Domínio Mundial de Roma; Os povos unificados; a paz universal – pax romana; a importância das cidades; Intercâmbio entre os vários povos.
O Domínio Mundial de Roma.
O objetivo dos romanos era ter a supremacia sobre toda a costa do Mediterrâneo, com a finalidade de, nos meses de inverno, ter uma rota segura até o Egito (celeiro do império) Em vista disso conquistaram todos os povos entre Roma e o Egito, portanto, circundaram o Mediterrâneo.
Os habitantes desse império o consideravam abrangendo o mundo, pois ignoram o que exista além das suas fronteiras. Além disso, o mundo romano incluía todas as terras que seriam alcançadas pelo Cristianismo durante os três primeiros séculos da era cristã. Nos anos de 50 d.c, o império abrangia a Europa ao sul do Reno e do Danúbio, a maior parte da Inglaterra, o Egito e toda a costa norte da áfrica, com grande parte da Ásia desde o Mediterrâneo à Mesopotâmia.
Unificação dos Povos.
Por muitos séculos, governos separados tinham formado agrupamentos humanos que se sentiam diferentes e isolados de todos os grupos; mas, com o Império Romano, os povos unificaram-se, no sentido de que todos os governos tinham sido derrubados e um poder único dominava em toda parte. Os Romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um sentido da unidade da espécie sob uma lei universal. Essa unificação foi possível graças à administração centralizada que Roma outorgava aos povos sob seu domínio. Existiam províncias diretamente subordinadas ao senado, ao Imperador.
Paz Universal – Pax – Romana
O momento histórico do nascimento de Jesus estava caracterizado pela pax - romana.Por algum tempo, Roma já vinha travando inúmeras batalhas e guerras, entretanto foi chegada à hora em que os cidadãos e governantes estavam exaustos de tantas guerras. Famílias eram desfeitas, soldados passavam muitos tempos nas fronteiras era um investimento muito alto para manter um exército poderoso, tudo isso contribuiu para um sentimento de paz entre os romanos. Essa paz desejada por todos foi instituída por Otaviano, mais tarde Augusto. Durante os domínios de Augusto, Tibério e Cláudio, imperou a paz em Roma. As guerras entre as nações tronaram-se quase impossíveis sob a égide desse poderoso império. Essa paz entre os povos favoreceu extraordinariamente a disseminação, entre as nações, da religião que pretendia um domínio espiritual universal.
Como podemos observar Roma vivia um tempo de paz e com as ausências de guerras, foi um momento universal para Roma contribuir com a expansão do cristianismo, todavia as guerras também influenciaram na prosperidade da nova religião. As conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses, uma vez que eles não foram capazes de protegê-lo dos romanos. Os romanos possuíam uma crença especial e somente adoravam o imperador, ficando os povos conquistados carentes espiritualmente, sendo deixados num vácuo espiritual que não era satisfeito pelas religiões de então. Durante toda a Idade Antiga, as guerras eram batalhas entre deuses. Até os judeus assim consideravam o seu Deus “Senhor dos Exércitos”.
Intercâmbios entre os vários povos
O Intercâmbio só foi possível a outros povos devido os grandes investimentos viários, o que levaram a Roma ter mais poder, onde possibilitou as viagens empregando dois meios práticos. A presença militar romana para combater os salteadores em terra firme e os piratas nos mares. A administração romana tornou fáceis e seguras às viagens e as comunicações entre as diferentes partes do mundo.
A religião romana era politeísta, ou seja, acreditava em muitos deuses, que poderiam ser domésticos e públicos.
a. Os domésticos: deuses da família, das refeições e das almas dos antepassados;
b. Os públicos: assimilados do culto grego, dando-lhes nomes diferentes; Segundo a história secular de Roma e a narrativa da Bíblia Novo Testamento, quando Cristo nasceu, o imperador Romano era augusto, fundador do império. As origens do cristianismo encontram-se nos ensinamentos de Jesus de Nazaré e tem como princípios fundamentais o monoteísmo, crença na ressurreição do corpo e no Juízo Final, o amor ao próximo e a igualdade entre os homens. Foi nas camadas urbanas que encontrou mais adeptos.
Segundo Lucas, Jesus nasceu em Belém porque na época, o imperador Augusto obrigou seus súditos a se registrar no primeiro censo do império, dessa forma todos deveriam retornar à cidade de origem para se alistar. Como a família de José era de Belém, ele voltou para sua cidade, levando Maria já grávida. Jesus nasceu em Belém pouco tempo depois, numa manjedoura. (BIBLIA, N.T.Lucas,2:1-7)
Como religião oficial, o Cristianismo sofreu muitas transformações, tornando-se uma poderosa instituição de um Império decadente. Muita coisa mudou em Roma com o advento e a vitória do cristianismo. As mudanças foram classificadas da seguinte forma: Deus era um ser único, universal, dispensado os outros deuses. A religião passou a ter um grande objetivo proposto à fé, a religião era nacional, destinava-se à humanidade inteira; não era a religião doméstica, de uma família. O Sacerdócio deixou de ser hereditário e o culto não foi mais mantido em segredo. Durante a monarquia e a república, a religião e o estado eram uma só entidade. O Cristianismo separou a religião do estado. O direito à propriedade foi mudado na sua essência: a propriedade não derivou mais da religião, mas do trabalho.
A CONTRIBUIÇÃO DOS GREGOS PARA O CRISTIANISMO.
A Grécia e um povo que surgiu há mais de quatro mil anos, em uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo- européia. Aqueus, eólios e jônios foram às primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo.
Embora tenha sido importante para a preparação da vinda de Cristo, a contribuição de Roma foi ofuscada pelo ambiente intelectual criada pela mente grega. A cidade de Roma pode ser identificada com o ambiente político do cristianismo, mas foi Atenas que ajudou a criar um ambiente intelectual propício à propagação do Evangelho. Os Gregos influenciaram o Império Romano intelectualmente.
Língua Universal
A partir de um desenvolvimento e de uma simplificação da língua ática, falada em Atenas no tempo dos poetas trágicos e de Platão, nascera assim chamada koiné ou dialeto comum. Era usada para todos os fins no intercâmbio popular. Quem quer que falasse seria entendido em toda parte, especialmente nos grandes centros, onde primeiros missionários pregaram quase sempre nessa língua, e nela foram escritos os livros neo-testamentários conforme Wikipeia:
O grego helenístico ou koiné no grego moderno , literalmente "koiné helenístico", é a forma popular do grego que emergiu na pós-Antiguidade clássica (c.300 a.C – AD 300). Outros nomes associados são alexandrino, patrístico, comum, bíblico ou grego do Novo Testamento.
Os nomes originais foram koiné, helênico e macedônio (macedônico). Desenvolveu-se a partir do dialeto ático, falando na região da Ática (onde se encontra Atenas), embora tenha grande influência de elementos do jônico. O koiné foi o primeiro dialeto comum supra-regional na Grécia, e chegou a servir como um língua franca no Mediterrâneo Oriental e no antigo Oriente Próximo ao longo do período romano. Foi também a língua original do Novo Testamento da Bíblia e da Septuaginta (tradução grega das escrituras judaicas). O koiné é o principal ancestral do grego moderno.
Este dialeto popular foi à verdadeira língua do homem da rua, do estudante, do escritor, do comerciante, do cidadão comum, um dialeto que todos podiam entender. Esta língua foi distinguida de formas: O koiné literário e o Popular.
O evangelho universal precisava de uma língua universal para poder exercer um impacto real sobre o mundo. Assim como o inglês no mundo moderno e o latim no mundo medieval erudito, o grego era a língua universal no mundo antigo. Na época em que surgiu o Império Romano, os romanos mais cultos falavam gregos e latim.
Entretanto, devemos considerar que o koiné era, também, um dialeto urbano. Nas aldeias da Galiléia, o aramaico presumivelmente ainda era á língua dominante. Quando o cristianismo, em suas formas urbanas, eventualmente penetrava nas culturas s aldeias, os documentos gregos precisavam ser traduzidos para as línguas autóctones, inclusive, ironicamente, o aramaico, agora um dialeto falado na região da Síria.
Os Gregos contribuíram com uma linguagem mais popular para a expansão do Evangelho, onde precisava de uma língua universal para poder exercer um impacto real sobre o mundo. Os seres humanos têm procurado, desde a torre de babel, criar uma língua universal para que possam comunicar suas idéias uns aos outros sem problemas.
Ao surgir o cristianismo, os povos que habitavam as regiões do Mediterrâneo tinham sido profundamente influenciados pela cultura helênica, a qual tinha seu lugar nas cidades do império onde se concentravam o comércio e o trânsito, possibilitando a aquisição de riquezas e o desenvolvimento de uma vida de bem-estar.
Uma das grandes evidências do povo grego foi à tradução dos escritos hebraicos para o grego, a qual foi chamada a tradução de Septuaginta:
Os judeus sempre foram muito fiéis à tradução de manter os oráculos em sua própria língua e, por esse motivo, não permitiram que os livros sagrados fossem traduzidos para outro idioma. Todavia, muitos anos depois, essa atitude exclusivista e ortodoxa teria de dar lugar a um senso mais prático e liberal.
Um dos grandes colaboradores para a expansão do evangelho foi Alexandre o Grande, mesmo depois de morto, ele deixou um legado onde foi seguido por um dos seus Generais há executar a tradução do livro sagrado dos judeus para o grego.
A tradução grega foi feita por 72 sábios judeus (por isso o seu nome Septuaginta), na cidade de Alexandria, a partir do ano 285 a.C. Da seleção desses 72 sábios seis eram de cada tribo de Israel, os quais foram enviados a Alexandria. Os sábios judeus se isolaram em locais preparados antecipadamente e ali traduziram o Antigo Testamento para o grego. Isso ocorreu por volta do ano 250 a.C.
Filosofia Grega.
A filosofia grega preparou o caminho para a vinda do cristianismo por ter levado à destruição as antigas religiões. Qualquer um que chegasse a conhecer seus princípios, fosse grego ou romano, logo perceberia que sua disciplina intelectual tornou a religião tão ininteligível que acabava abandonando-a em favor da filosofia. O advento da filosofia grega materialista no século VI a. C. destruiu a fé das pessoas no velho culto politeísta, como descrito na ilíada e na Odisséia de Homero.
Após investigarmos a historia dos gregos ficou evidente cientificamente que o idioma universal, tornou possível levar o evangelho á maioria das pessoas do Império numa língua comum a eles e ao pregador. Na época a Palestina era o berço da nova religião, tinha localização estratégica nesse mundo.
Paulo estava certo ao enfatizar que o cristianismo “não se fez em qualquer canto” (At.26.26), porque a palestina era um importante cruzamento que ligava os continentes da Ásia e da África com a Europa por via terrestre.
O Domínio Mundial de Roma, Unificação dos Povos, Paz Universal ou a Pax-Romana e, Intercâmbios entre os vários povos. Os Gregos contribuirão para o Cristianismo com: A língua universal que foi a partir de um desenvolvimento e, de uma simplificação da língua ática, que era fala em Atenas, na época de Platão, onde nasceu a língua chamada Koiné, este dialeto foi usado para fins de intercâmbios com outros povos. Na Filosofia foram acrescentados os valores do saber para a expansão do cristianismo. Os Judeus Contribuirão com: O Monoteísmo, o Sistema Ético, Antigo Testamento, Filosofia da História e com as sinagogas onde os cristão se reunião para discutir sobre o Cristianismo. Estes foram os povos relacionados à época que contribuirão e presenciarão os grandes acontecimentos com o surgimento do Cristianismo que, surgiu no período Imperial que foi do século 1 a.C até o século IV d.C, que uniu o mundo Antigo e criou as condições favoráveis para a aceitação do Evangelho de Cristo.
A.Alves
Colossenses 2:6,7. O nosso relacionamento com Jesus Cristo , é algo que nos transforma de dentro para fora à imagem de Cristo. O texto desenvolve três aspectos deste relacionamento: 1- Nele radicados 2- Nele edificados 3- Crescendo em ações de graça. Esses tres aspectos nos ajudará termos um andar constante em nosso Senhor Jesus Cristo. Este espaço, foi criado para motivar o povo de Deus neste andar constante e crescente. Em Cristo, Alfredo Alves