O termo Logos que vem do grego e é um dos mais importantes e pode ser traduzido como pensamento, razão, palavra, fala, conceito, discurso e conhecimento. Como exemplo, podemos dizer que se o mundo é racional é que o no mundo existe um logos.
Heráclito, filósofo grego que nasceu aproximadamente no ano 535 a.C., utiliza essa palavra, logos, na sua conhecida teoria do ser tomando ao termo logos como a grande unidade da realidade. Heráclito pede que escutemos a palavra logos, ou seja, que tenhamos paciência para que ele se manifeste por si mesma sem nenhum tipo de pressão para que ela apareça. Segundo o filósofo nós dispomos de um logos, ou da razão, que devemos utilizar para o conhecimento da realidade e a direção de nossa conduta.
Para Heráclito o logos é a razão que domina todo o universo e que faz possível a existência de ordem e regularidade no acontecimento das coisas. Para o filósofo, logos também está presente em nós e que deve servir para guiar-nos na nossa conduta e como instrumento para o verdadeiro conhecimento. Os estoicos, que provêm do estoicismo (movimento filosófico que surgiu no ano 301 a.C), acolhem esta tradição heracliteana ao considerar que o logos é o princípio divino que cria, domina e dirige a natureza e o universo.
O termo logos na comunidade cristã, já antes da redação atual do quarto evangelho, havia-se criado uma hino em que aparece o termo logos para descrever o divino mediador da criação que se fez carne. Com a ascensão da categoria logos, essa comunidade usou o termo como seu. Porém o conceito logos havia surgido no contexto cultural helenista, porém enquadrado numa perspectiva filosófica religiosa por Filón e carregado de aspectos sapientes da especulação religiosa dos judeus que dizia que Deus há direcionado sua palavra (logos) a humanidade. No entanto, ao confessar a dimensão divina do logos e ao afirmar que residia entre os homens, deu ao conceito um valor substancialmente diferente do que tinha na especulação religiosa Judeia e filosófica.
Aristóteles por outro lado apropriou-se de sentido diverso da palavra e definiu logos como um dos três modos de persuasão, o argumento da razão, em sua Ars Rethorica (Retórica). Para o autor, logos trata do próprio discurso, enquanto este prova algo, ou ao menos parece provar. Para Aristóteles, o logos seria algo mais sofisticado do que um entendimento comum, o logos diferenciaria o ser humano dos outros animais, possibilitando a compreensão do que é bom e do que é mal, do que é benéfico e do que é prejudicial e do justo e injusto no discurso, e pensamentos manifestos neste discurso, em outros seres humanos. Outros modos de persuasão são ethos e pathos, que referem-se, respectivamente, a convencer os ouvintes do caráter de alguém e apelo emocional.
Embora tenha defendido que cada uma das três formas de persuasão possa ser apropriada em determinadas situações, logos guarda certa superioridade em relação a ethos e pathos, na medida em que dados são mais difíceis de manipular do que opiniões de reputação e emoções. Esta posição é vista por muitos pesquisadores como uma resposta à Isocrates, que concentrou-se na ideia do logos em uma parceria com a filosofia para gerar uma sociedade consciente e ética. Seu objetivo, ao defender esta abordagem, foi o estabelecimento do bem comum por meio da compreensão da filosofia e aplicação do logos, com foco no discurso e razão.
Filósofos estoicos também se apropriaram do termo, cunhado o termo logos spermatikos, o princípio gerador do universo, esta forma de logos seria mais próxima de uma lei, que rege a maneira como o universo funciona, propiciando a sua fundação ao agir sobre a matéria inanimada. Um porção do logos estaria presente também nos seres humanos. Usando o termo logos em sentido mais ampla, os estoicos falaram também em um logos material, identificado com a natureza.
O conceito de logos spermatikos viria a influenciar os neoplatonistas, em sua busca por um principio. Plotino, o primeiro dos neoplatonistas, interpretou o logos como o princípio da meditação, e defendeu, em sua obra Meditações, que o logos existe como a inter-relação entre o Uno, o Espírito e a Alma, conhecidos como hypostases, a realidade fundamental que dá suporte a toda a existência. Logos seria o princípio mais elevado e os três inter-relacionados estariam em paridade, equilibrados pelo logos. Esta abordagem influenciou Agostinho de Hipona, que procurou reinterpretar Platão e Aristóteles a luz do cristianismo, para o que o conceito de logos ocupou papel de importante. Descreveu logos como "A Palavra Eterna Divina", com atributos de verdade e sabedoria, que estaria presente no messias cristão mais do que em qualquer outra pessoa.
Teólogos cristãos geralmente consideram que João 1:1 como o principal texto para suportar a crença de que Jesus é Deus, considerando a ideia de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são iguais. Embora seja unicamente neste versículo que Jesus é chamado de "Verbo de Deus", o tema aparece por todo o Evangelho de João em variadas formas.
Embora o termo Logos não apareça como um título além do prólogo, todo o livro de João defende este argumento básico. Sendo o Logos, Jesus Cristo é Deus auto-revelado (Luz) e a redenção (Vida). Ele é Deus presente para o homem e por ele conhecido. Tomé o reconheceu como Deus quando duvidou de sua ressurreição (João 20:28), mas o Logos também é, de alguma forma, diferente de Deus, pois como disse João, "...estava com Deus". Deus e o Logos portanto não são dois seres e, por outro lado, não são simplesmente idênticos. Este aparente paradoxo permeia os evangelhos. Deus, quando age e se revela, não "exaure" o que Deus é e isto aparece em várias frases de Jesus:
«Eu e meu Pai somos um.» (João 10:30)
«...o Pai é maior do que eu.» (João 14:28)
Assim, o Logos é Deus ativo na criação, revelação e redenção. Jesus Cristo não apenas traz a palavra de Deus aos homens, ele "é" a palavra, o "Verbo". E este entendimento é o que foi proclamado no Credo niceno-constantinopolitano, resultado do Primeiro Concílio de Constantinopla em 381.
O teólogo Stephen L. Harris alega que João teria adaptado o conceito de Fílon de Alexandria sobre o Logos, identificando Jesus como uma encarnação do Logos divino que formou o universo (cf. Provérbios 8:22-36).
Entre os diversos versículos da Septuaginta e que adiantam o uso que será feito pelo Novo Testamento está «Pela palavra de Jeová foram feitos os céus, E pelo sopro da sua boca todo o exército deles.» (Salmos 33:6), que faz referência direta à história da criação em Gênesis. Teófilo de Antioquia faz referência a esta ligação em To Autolycus 1:7. Agostinho de Hipona considerava que, neste versículo, tanto logos ("palavra") quanto pneuma ("sopro") estava "próximos de serem personificados".
Alguns teólogos enxergam em «como no-los transmitiram os que foram deles testemunhas oculares desde o princípio, e ministros da palavra» (Lucas 1:2) uma primeira referência ao Logos e ao arche ("começo").
O Evangelho de João começa com um "Hino ao Verbo" que identifica Jesus como sendo o Logos e este, como sendo Deus. As quatro últimas palavras do versículo- literalmente "Deus era o Logos" ou "o Verbo era Deus" tem, particularmente, sido o tópico de diversos debates no cristianismo. Na frase em grego, tanto o sujeito (Logos) quanto o objeto (Deus) aparecem no caso nominativo e, assim, o complemento é geralmente diferenciado eliminando-se o artigo e colocando-o antes do verbo. Gramaticalmente, portanto, a frase poderia ser lida tanto como "o Verbo era Deus" quanto "o Verbo era um deus". Os primeiros manuscritos do Novo Testamento não faziam distinção entre caixa alta e caixa baixa, de forma que as crenças já existentes quando foram criados influenciaram a tradução, embora muitos acadêmicos vejam o movimento de "Deus" para o início da sentença como um indicador de uma ênfase mais consistente com "o Verbo era Deus".
O tema de João 1:1 - "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida" - seria o tema desenvolvido no primeiro capítulo de I João. Alguns autores notaram que eles compartilham as importantes palavras arche e logos. Outros afirmam que há relação entre a identificação de Jesus com logos em I João 1:1 e João 1:14. Por fim, Smalley afirma que "o primeiro verso em I João 1:1 faz referência ao Logos pré-existente e que os três seguintes, ao 'Logos encarnado'".
Logos como "verbo", "sabedoria" e a linguagem do Antigo Testamento
O Novo Testamento faz uso de diversas partes do relato sobre a "Sabedoria" no Antigo Testamento e as aplica a Jesus:
Assim como a sabedoria, Jesus existia previamente a todas as coisas e estava com Deus; A linguagem lírica sobre "a sabedoria ser o sopro do poder de Deus, refletindo a glória divina na forma de luz e sendo uma imagem de Deus", parece ser ecoada por I Coríntios 1:17-18 e I Coríntios 1:24-25 (versículos que asssociam a sabedoria divina com o poder), por Hebreus 1:3 ("sendo o resplendor da sua glória"), João 1:9 ("a verdadeira luz que, vinda ao mundo, alumia a todo o homem") e em Colossenses 1:15 ("a imagem do Deus invisível").
O Novo Testamento aplica a Cristo a linguagem sobre a importância cósmica da sabedoria como agente de Deus na criação do mundo: «Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele» (João 1:3)
Quarto, em face a crucificação de Jesus, Paulo transforma vivamente a noção da inacessibilidade da sabedoria divina em I Coríntios. "A sabedoria de Deus" (I Coríntios 1:21) não é apenas "misteriosa e oculta" (I Coríntios 2:7), mas também, definida pela cruz e sua proclamação, dos "estultos para o sábios do mundo" (I Coríntios 1:18-25)[22].
Através de suas parábolas e por outros meios, Jesus ensina a sabedoria. Ele é "maior" que Salomão, o sábio do Antigo Testamento e professor por excelência.
Há, de qualquer maneira, uma clara preferência no Novo Testamento pelo Logos como sendo a palavra dita ou uma afirmação racional, a despeito da disponibilidade desta rica linguagem e conceituação da sabedoria. João prefere falar sobre o "Verbo", um termo que oferece também uma rica complexidade de significados.
O Antigo Testamento deu uma contribuição essencial à mensagem cristológica essencial do Novo Testamento de Cristo como sendo o Logos. O Verbo está com Deus desde o princípio, é poderosamente criativo e é a personificação da expressão de Deus.
Apesar de, na literatura judaica pré-cristianismo, "sabedoria", "verbo/palavra" e, em todo caso, "espírito" serem "quase formas alternativas de descrever o poder ativo e imanente de Deus", há diversas considerações a serem feitas para entender por que João escolheu Logos ("verbo"/"palavra") e não "sabedoria". Anunciar, portanto, que a "Sabedoria era Deus e encarnou" poderia parecer sugerir que "a Torá era Deus e encarnou". No espaço de uns poucos anos, os cristãos passariam a identificar o Filho de Deus e Logos com "lei" ou "a Lei". Mas nem João e nem nenhum outro autor do Novo Testamento o fez. O mais perto disto pode ser encontrado em Gálatas 6:2 ("lei de Cristo") e em Romanos 10:4 (que, em algumas traduções, aparece como "o fim da lei é Cristo". Para os autores do Novo Testamento, Jesus substitui a Torá e suas qualidades, principalmente a "luz" e a "vida", que agora são atribuídas a Jesus, principalmente em João. Por fim, Paulo, Lucas (especialmente nos Atos dos Apóstolos) e outras testemunhas do Novo Testamento prepararam o caminho para o prólogo de João ao se utilizarem de Logos como significando a revelação de Deus através de Cristo.
Tanto na época do Novo Testamento como depois, o "Verbo" joanino apresentou diversas possibilidades cristológicas. Primeiro, a possibilidade de identificação e distinção. Por um lado, palavras procedem de alguém que fala, uma espécia de extensão dele e são, num certo sentido, iguais a ele ("o Verbo era Deus"). Por outro, uma palavra é distinta de quem a profere ("o Verbo estava com Deus"). Portanto, Cristo é identificado com YHWH, mas é diferente dele. Em segundo lugar, Deus proferiu o Verbo Divino já desde o princípio ("desde o princípio") e o Verbo "era" (e não "se tornou") Deus. Neste contexto, "Verbo" inicia a discussão sobre a pré-existência, pessoal e eterna, de Cristo como Logos.
Em terceiro lugar, palavras revelam quem as profere. Feliz ou infelizmente, palavras expressam o que está na mente. No Antigo Testamento, "a palavra de Deus" repetidamente denota a revelação de Deus e de sua vontade. O Evangelho de João consegue, assim, passar tranquilamente do linguajar sobre "o Verbo" para se concentrar em «o Deus unigênito que está no seio do Pai, esse o revelou.» (João 1:18) Como Filho de Deus enviado pelo Pai ou o Filho do homem que desceu dos céus de uma forma única e exclusiva, Jesus revela uma sabedoria celeste.
A.ALVES
Colossenses 2:6,7. O nosso relacionamento com Jesus Cristo , é algo que nos transforma de dentro para fora à imagem de Cristo. O texto desenvolve três aspectos deste relacionamento: 1- Nele radicados 2- Nele edificados 3- Crescendo em ações de graça. Esses tres aspectos nos ajudará termos um andar constante em nosso Senhor Jesus Cristo. Este espaço, foi criado para motivar o povo de Deus neste andar constante e crescente. Em Cristo, Alfredo Alves
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Influencia da religiao na sociedade.
Religião (do latim religio, -onis) é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.
A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões tem comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, música, arte, dança, ou outros aspectos religiosos da cultura humana.
O desenvolvimento da religião assumiu diferentes formas em diferentes culturas. Algumas religiões colocam a tônica na crença, enquanto outras enfatizam a prática. Algumas religiões focam na experiência religiosa subjetiva do indivíduo, enquanto outras consideram as atividades da comunidade religiosa como mais importantes. Algumas religiões afirmam serem universais, acreditando que suas leis e cosmologia são válidas ou obrigatórias para todas as pessoas, enquanto outras se destinam a serem praticadas apenas por um grupo bem definido ou localizado. Em muitos lugares, a religião tem sido associada com instituições públicas, como educação, hospitais, família, governo e hierarquias políticas.
Alguns acadêmicos que estudam o assunto têm dividido as religiões em três categorias amplas: religiões mundiais, um termo que se refere à crenças transculturais e internacionais; religiões indígenas, que se refere a grupos religiosos menores, oriundos de uma cultura ou nação específica; e o novo movimento religioso, que refere-se a crenças recentemente desenvolvidas. Uma teoria acadêmica moderna sobre a religião, o construtivismo social, diz que a religião é um conceito moderno que sugere que toda a prática espiritual e adoração segue um modelo semelhante ao das religiões abraâmicas, como um sistema de orientação que ajuda a interpretar a realidade e definir os seres humanos e, assim, a religião, como um conceito, tem sido aplicado de forma inadequada para culturas não-ocidentais que não são baseadas em tais sistemas ou em que estes sistemas são uma construção substancialmente mais comum.
Dentro do que se define como religião podem-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de facto muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É facto que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demónios. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.
Ateísmo é a ausência de crença em qualquer tipo de deus, muitas vezes se contrapondo às religiões teístas. Agnosticismo é a postura filosófica que afirma ser impossível saber racionalmente sobre a existência ou inexistência de deuses e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de provas favoráveis ou contrárias. Deísmo é a crença na existência de um Deus criador, mas questiona a ideia de revelação divina.
Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma característica de uma religião). É o caso do budismo, do confucionismo e do taoísmo. Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico e o Unitário-Universalismo. Outros criaram sistemas filosóficos alternativos como August Comte, fundador da Religião da Humanidade.
As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas (monoteísmo) admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas (politeísmo) admitem a existência de mais de um deus.
Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo, juntos, agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental. Além destas, o zoroastrismo, a fé bahá'i, o espiritismo e bnei noah são religiões monoteístas.
As primeiras reflexões sobre a religião foram feitas pelos antigos Gregos e Romanos. Xenofonte relativizou o fenómeno religioso, argumentando que cada cultura criava deuses à sua semelhança. O historiador grego Heródoto descreveu nas suas Histórias as várias práticas religiosas dos povos que encontrou durante as viagens que efetuou. Confrontado com as diferenças existentes entre a religião grega e a religião dos outros povos, tentou identificar alguns deuses das culturas estrangeiras com os deuses gregos. O sofista Protágoras declarou desconhecer se os deuses existiam ou não, posição que teve como consequências a sua expulsão de Atenas e o queimar de toda a sua obra. Crítias defendeu que a religião servia para disciplinar os seres humanos e fazer com que estes aderissem aos ideais da virtude e da justiça. Júlio César e o historiador Tácito descreveram nas suas obras as práticas religiosas dos povos que encontraram durante as suas conquistas militares. Nos primeiros séculos da era atual, os autores cristãos produziram reflexões em torno da religião fruto dos ataques que experimentaram por parte dos autores pagãos. Estes criticavam o facto desta religião ser recente quando comparada com a antiguidade dos cultos pagãos. Como resposta a esta alegação, Eusébio de Cesareia e Agostinho de Hipona mostraram que o cristianismo se inseria na tradição das escrituras hebraicas, que relatavam a origem do mundo. Para os primeiros autores cristãos, a humanidade era de início monoteísta, mas tinha sido corrompida pelos cultos politeístas que identificavam como obra de Satanás.
Durante a Idade Média, os pensadores do mundo muçulmano revelaram um conhecimento mais profundo das religiões que os autores cristãos. Na Europa, as viagens de Marco Polo permitiram conhecer alguns aspectos das religiões da Ásia, porém a visão sobre as outras religiões era limitada: o judaísmo era condenado pelo facto dos judeus terem rejeitado Jesus como messias e o islão era visto como uma heresia.
O Renascimento foi um movimento cultural e artístico que procurava reviver os moldes da Antiguidade. Assim sendo, os antigos deuses dos gregos e dos romanos deixaram de ser vistos pela elite intelectual e artística como demónios, sendo representados e estudados pelos artistas que os representavam. Nicolau de Cusa realizou um estudo comparado entre o cristianismo e o islão em obras como De pace fidei e Cribatio Alcorani. Em Marsílio Ficino encontra-se um interesse em estudar as fontes das diferentes religiões; este autor via também uma continuidade no pensamento religioso. Giovanni Pico della Mirandola interessou-se pela tradição mística do judaísmo, a Cabala.
As descobertas e a expansão européia pelos continentes, tiveram como consequência a exposição dos europeus a culturas e religiões que eram muito diferentes das suas. Os missionários cristãos realizaram descrições das várias religiões, entre as quais se encontram as de Roberto de Nobili e Matteo Ricci, jesuítas que conheceram bem as culturas da Índia e da China, onde viveram durante anos.
Em 1724, Joseph François Lafitau, um padre jesuíta, publicou a obra Moeurs des sauvages amériquains comparées aux moeurs des premiers temps, na qual comparava as religiões dos índios, a religião da Antiguidade Clássica e o catolicismo, tendo chegado à conclusão de que estas religiões derivavam de uma religião primordial.
Nos finais do século XVIII e no início do século XIX parte importante dos textos sagrados das religiões tinham já sido traduzidos nas principais línguas européias. No século XIX ocorre também a estruturação da antropologia como ciência, tendo vários antropólogos se dedicado ao estudo das religiões dos povos tribais. Nesta época os investigadores refletiram sobre as origens da religião, tendo alguns defendido um esquema evolutivo, no qual o animismo era a forma religiosa primordial, que depois evoluía para o politeísmo e mais tarde para o monoteísmo.
Religião na Grécia antiga diz respeito a um conjunto de crenças que se modificou ao longo do tempo e apresentou aspectos diversos. Até onde se sabe, os gregos não possuíam nenhum livro sagrado tal como a Bíblia. A religião era uma cosmogonia em que a vivência espiritual dos gregos se sustentava em crenças formuladas a partir de fenômenos que o homem não conseguia explicar.
Nessa cosmogonia, os deuses não teriam criado o universo, mas seriam parte dele. Tudo se iniciaria com o surgimento espontâneo do Caos, da Terra, do Deus inferior Tártaro e de Eros, força que possibilitava a união entre os seres. Na sequência, teriam nascido o Escuro e a Noite e seus filhos, o Brilho e a Luz. Da Terra, surgem Céu, a Montanha e o Mar. Os doze Titãs, três Ciclopes e três hecatônquiros nascem do cruzamento entre o Céu e a Terra.
Quando se pensa em religião na Grécia antiga, é importante ter consciência de que a Grécia não era um país ou Estado — com fronteiras delimitadas, capital, idioma nacional, etc. Na época, a Grécia era formada por vários grupos e pólis, que costumavam concorrer entre si e que tinham semelhanças e diferenças, inclusive religiosas. Não existia, portanto, um conjunto de crenças estruturadas e organizadas de maneira homogênea e praticado por todos os gregos. Apesar disso, é possível listar elementos que contribuíram para a formação do padrão religioso da Grécia antiga. São eles os elementos indo-europeus — culto a pedras, árvores e animais ; os elementos pré-helênicos, principalmente creto-micenianos — por exemplo, a infância de Júpiter e Artêmis caçadora; e os elementos orientais — figuras de Apolo, Afrodite, Hefaístos e de muitos outros deuses menores. É importante ressaltar que o início dos jogos olímpicos, em 776 a.C., marca a presença religiosa enquanto um pilar cultural grego, pois eram reuniões de caráter religioso.
Por isso é importante compreender que a religião possui conexão e ligação com todos os aspectos da vida das pessoas, seja na sociedade ou na política. Assim, a religião cumpre um papel para o indivíduo e outro para a vida coletiva, no desenvolvimento da literatura, da construção de santuários, da instalação de jogos e panegíricas pan-helênicas.
Outro aspecto da religião na Grécia antiga é que não possuía dogmas, textos ou sacerdotes que orientassem ou monopolizassem a interpretação espiritual. Há autores, por outro lado, que afirmam haver profissões de fé individuais, que atribuíam um tom particular e característico no estudo da Religião grega. As variações a respeito dos mesmos mitos seriam um sintoma dessa pluralidade da religião grega em que a compreensão de cada região sobre o mundo dos deuses. Cada pólis tinha preferência por certas divindades em seus cultos e ritos, mas compartilhavam com outras pólis algumas práticas em comum, como a realização de grandes festas.
Os gregos valorizavam os rituais, pois acreditavam que deles dependiam a sorte dos humanos. Os ritos giravam em torno do altar de sacrifícios. Estes tinham um caráter festivo — a própria palavra sacrifício significava também festa religiosa —, acompanhados de músicas, cânticos, jogos e competições. As relações de poder pertenciam ao núcleo da religiosidade grega e também se manifestavam nos rituais.
O conhecimento de que dispomos das religiões na Grécia antiga decorre de relatos diretos de gregos ou dos latinos, que, como estrangeiros, registraram aquilo que lhes era diferente e estranho. Parte significativa das informações origina-se dos estudos arqueológicos, cujas escavações revelaram detalhes do cotidiano da religião, além de algumas especificidades. Há autores, inclusive, que afirmam que as descobertas arqueológicas podem contradizer informações tradicionais presentes nas fontes gregas, como é o caso de Dioniso, cuja origem oriental foi refutado recentemente, após estudos arqueológicos identificarem-no como já conhecido em Micenas há muito tempo.
Outro aspecto importante sobre o conhecimento religioso diz respeito à questão do valor da poesia enquanto fonte puramente literária ou religiosa. A transmissão do mundo dos deuses entre os gregos se apresentava pelo canto dos poetas, com apoio musical de um instrumento, e nesse cantar o poeta poderia fazer modificações ao longo de sua exposição dos eventos. De qualquer forma, há autores que defendem que, ainda que o narrador pareça inventar tudo, não o faz de maneira aleatória, mas seguindo uma imaginação e um modo de funcionamento internamente coerente no âmbito do mito. Nesse contexto insere-se, ainda, a mitologia, com sua ampla explicação do mundo e da natureza, preceitos rituais, ensinamentos morais e fatos políticos. Isso permite verificar a complexidade religiosa da Grécia antiga e as dificuldades na busca pela montagem de um quadro amplo e definitivo de sua religião.
A religião na Roma Antiga caracterizou-se pelo politeísmo, com elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história. Desse modo, em sua origem, crenças etruscas, gregas e orientais foram sendo incorporadas aos costumes já tradicionais de acordo com sua efetividade.
A ideia de efetividade de um ritual para agradar a um deus ou deuses é a ideia que permeia o cenário religioso da época. A noção de nossa sociedade de tradição judaico-cristã quanto à religião liga os rituais à fé, algo que não era levado em conta pelos romanos. Para eles os deuses simplesmente existiam, não havia necessidade de questionar esse fato.
Os deuses dos antigos romanos, à semelhança dos antigos gregos, eram antropomórficos, ou seja, eram representados com a forma humana e possuíam características como qualidades e defeitos de seres humanos.
O Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses, como, por exemplo, Júpiter, pai dos deuses; Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizados festivais, jogos, sacrifícios e outras cerimônias. Posteriormente, diante da expansão militar que conduziu ao império, muitos deuses das regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos, assim como alguns deuses romanos foram incorporados às regiões conquistadas.
No âmbito privado, os cidadãos, por sua vez, tradicionalmente buscavam proteção nos espíritos domésticos, os chamados lares, e nos espíritos dos antepassados, os penates, aos quais rendiam culto dentro de casa.
A religião romana tinha ainda duas faces distintas, porém complementares: havia um culto público, estatal, que exercia influência significativa sobre os acontecimentos políticos e militares, e outro de caráter privado, na qual o chefe de família supervisionava os rituais domésticos e orações. Haviam festivais, de certo modo parecidos com os desfiles, onde ocorriam oferendas, atos e sacrifícios. Ao mesmo tempo haviam as práticas religiosas realizadas pelas famílias, dentro de suas casas. Muitos lares tradicionais romanos contavam com santuários no qual um deus em particular era cultuado como protetor.
Com o passar do tempo, o impiedoso sistema de conquista e exploração romano contribuiu para que sua fé não respondesse às questões mais íntimas da maioria da população. O cristianismo, por exemplo, era mais eficiente como resposta a tais questões. Assim, aos poucos, o estado antes baseado em crenças helenísticas, foi aos poucos se tornando cristão, e a antiga religião acabou por ser extinta. O último imperador romano dedicado à preservação da religião romana foi Juliano, o Apóstata (contestador, transgressor, em grego - reinou entre 360 e 363). Seu cognome já dá uma ideia da influência da Igreja Católica, que assim o apelidou devido ao sustento de uma crença que já estava em ampla decadência.
A.ALVES
A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões tem comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, música, arte, dança, ou outros aspectos religiosos da cultura humana.
O desenvolvimento da religião assumiu diferentes formas em diferentes culturas. Algumas religiões colocam a tônica na crença, enquanto outras enfatizam a prática. Algumas religiões focam na experiência religiosa subjetiva do indivíduo, enquanto outras consideram as atividades da comunidade religiosa como mais importantes. Algumas religiões afirmam serem universais, acreditando que suas leis e cosmologia são válidas ou obrigatórias para todas as pessoas, enquanto outras se destinam a serem praticadas apenas por um grupo bem definido ou localizado. Em muitos lugares, a religião tem sido associada com instituições públicas, como educação, hospitais, família, governo e hierarquias políticas.
Alguns acadêmicos que estudam o assunto têm dividido as religiões em três categorias amplas: religiões mundiais, um termo que se refere à crenças transculturais e internacionais; religiões indígenas, que se refere a grupos religiosos menores, oriundos de uma cultura ou nação específica; e o novo movimento religioso, que refere-se a crenças recentemente desenvolvidas. Uma teoria acadêmica moderna sobre a religião, o construtivismo social, diz que a religião é um conceito moderno que sugere que toda a prática espiritual e adoração segue um modelo semelhante ao das religiões abraâmicas, como um sistema de orientação que ajuda a interpretar a realidade e definir os seres humanos e, assim, a religião, como um conceito, tem sido aplicado de forma inadequada para culturas não-ocidentais que não são baseadas em tais sistemas ou em que estes sistemas são uma construção substancialmente mais comum.
Dentro do que se define como religião podem-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de facto muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É facto que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demónios. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.
Ateísmo é a ausência de crença em qualquer tipo de deus, muitas vezes se contrapondo às religiões teístas. Agnosticismo é a postura filosófica que afirma ser impossível saber racionalmente sobre a existência ou inexistência de deuses e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de provas favoráveis ou contrárias. Deísmo é a crença na existência de um Deus criador, mas questiona a ideia de revelação divina.
Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma característica de uma religião). É o caso do budismo, do confucionismo e do taoísmo. Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico e o Unitário-Universalismo. Outros criaram sistemas filosóficos alternativos como August Comte, fundador da Religião da Humanidade.
As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas (monoteísmo) admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas (politeísmo) admitem a existência de mais de um deus.
Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo, juntos, agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental. Além destas, o zoroastrismo, a fé bahá'i, o espiritismo e bnei noah são religiões monoteístas.
As primeiras reflexões sobre a religião foram feitas pelos antigos Gregos e Romanos. Xenofonte relativizou o fenómeno religioso, argumentando que cada cultura criava deuses à sua semelhança. O historiador grego Heródoto descreveu nas suas Histórias as várias práticas religiosas dos povos que encontrou durante as viagens que efetuou. Confrontado com as diferenças existentes entre a religião grega e a religião dos outros povos, tentou identificar alguns deuses das culturas estrangeiras com os deuses gregos. O sofista Protágoras declarou desconhecer se os deuses existiam ou não, posição que teve como consequências a sua expulsão de Atenas e o queimar de toda a sua obra. Crítias defendeu que a religião servia para disciplinar os seres humanos e fazer com que estes aderissem aos ideais da virtude e da justiça. Júlio César e o historiador Tácito descreveram nas suas obras as práticas religiosas dos povos que encontraram durante as suas conquistas militares. Nos primeiros séculos da era atual, os autores cristãos produziram reflexões em torno da religião fruto dos ataques que experimentaram por parte dos autores pagãos. Estes criticavam o facto desta religião ser recente quando comparada com a antiguidade dos cultos pagãos. Como resposta a esta alegação, Eusébio de Cesareia e Agostinho de Hipona mostraram que o cristianismo se inseria na tradição das escrituras hebraicas, que relatavam a origem do mundo. Para os primeiros autores cristãos, a humanidade era de início monoteísta, mas tinha sido corrompida pelos cultos politeístas que identificavam como obra de Satanás.
Durante a Idade Média, os pensadores do mundo muçulmano revelaram um conhecimento mais profundo das religiões que os autores cristãos. Na Europa, as viagens de Marco Polo permitiram conhecer alguns aspectos das religiões da Ásia, porém a visão sobre as outras religiões era limitada: o judaísmo era condenado pelo facto dos judeus terem rejeitado Jesus como messias e o islão era visto como uma heresia.
O Renascimento foi um movimento cultural e artístico que procurava reviver os moldes da Antiguidade. Assim sendo, os antigos deuses dos gregos e dos romanos deixaram de ser vistos pela elite intelectual e artística como demónios, sendo representados e estudados pelos artistas que os representavam. Nicolau de Cusa realizou um estudo comparado entre o cristianismo e o islão em obras como De pace fidei e Cribatio Alcorani. Em Marsílio Ficino encontra-se um interesse em estudar as fontes das diferentes religiões; este autor via também uma continuidade no pensamento religioso. Giovanni Pico della Mirandola interessou-se pela tradição mística do judaísmo, a Cabala.
As descobertas e a expansão européia pelos continentes, tiveram como consequência a exposição dos europeus a culturas e religiões que eram muito diferentes das suas. Os missionários cristãos realizaram descrições das várias religiões, entre as quais se encontram as de Roberto de Nobili e Matteo Ricci, jesuítas que conheceram bem as culturas da Índia e da China, onde viveram durante anos.
Em 1724, Joseph François Lafitau, um padre jesuíta, publicou a obra Moeurs des sauvages amériquains comparées aux moeurs des premiers temps, na qual comparava as religiões dos índios, a religião da Antiguidade Clássica e o catolicismo, tendo chegado à conclusão de que estas religiões derivavam de uma religião primordial.
Nos finais do século XVIII e no início do século XIX parte importante dos textos sagrados das religiões tinham já sido traduzidos nas principais línguas européias. No século XIX ocorre também a estruturação da antropologia como ciência, tendo vários antropólogos se dedicado ao estudo das religiões dos povos tribais. Nesta época os investigadores refletiram sobre as origens da religião, tendo alguns defendido um esquema evolutivo, no qual o animismo era a forma religiosa primordial, que depois evoluía para o politeísmo e mais tarde para o monoteísmo.
Religião na Grécia antiga diz respeito a um conjunto de crenças que se modificou ao longo do tempo e apresentou aspectos diversos. Até onde se sabe, os gregos não possuíam nenhum livro sagrado tal como a Bíblia. A religião era uma cosmogonia em que a vivência espiritual dos gregos se sustentava em crenças formuladas a partir de fenômenos que o homem não conseguia explicar.
Nessa cosmogonia, os deuses não teriam criado o universo, mas seriam parte dele. Tudo se iniciaria com o surgimento espontâneo do Caos, da Terra, do Deus inferior Tártaro e de Eros, força que possibilitava a união entre os seres. Na sequência, teriam nascido o Escuro e a Noite e seus filhos, o Brilho e a Luz. Da Terra, surgem Céu, a Montanha e o Mar. Os doze Titãs, três Ciclopes e três hecatônquiros nascem do cruzamento entre o Céu e a Terra.
Quando se pensa em religião na Grécia antiga, é importante ter consciência de que a Grécia não era um país ou Estado — com fronteiras delimitadas, capital, idioma nacional, etc. Na época, a Grécia era formada por vários grupos e pólis, que costumavam concorrer entre si e que tinham semelhanças e diferenças, inclusive religiosas. Não existia, portanto, um conjunto de crenças estruturadas e organizadas de maneira homogênea e praticado por todos os gregos. Apesar disso, é possível listar elementos que contribuíram para a formação do padrão religioso da Grécia antiga. São eles os elementos indo-europeus — culto a pedras, árvores e animais ; os elementos pré-helênicos, principalmente creto-micenianos — por exemplo, a infância de Júpiter e Artêmis caçadora; e os elementos orientais — figuras de Apolo, Afrodite, Hefaístos e de muitos outros deuses menores. É importante ressaltar que o início dos jogos olímpicos, em 776 a.C., marca a presença religiosa enquanto um pilar cultural grego, pois eram reuniões de caráter religioso.
Por isso é importante compreender que a religião possui conexão e ligação com todos os aspectos da vida das pessoas, seja na sociedade ou na política. Assim, a religião cumpre um papel para o indivíduo e outro para a vida coletiva, no desenvolvimento da literatura, da construção de santuários, da instalação de jogos e panegíricas pan-helênicas.
Outro aspecto da religião na Grécia antiga é que não possuía dogmas, textos ou sacerdotes que orientassem ou monopolizassem a interpretação espiritual. Há autores, por outro lado, que afirmam haver profissões de fé individuais, que atribuíam um tom particular e característico no estudo da Religião grega. As variações a respeito dos mesmos mitos seriam um sintoma dessa pluralidade da religião grega em que a compreensão de cada região sobre o mundo dos deuses. Cada pólis tinha preferência por certas divindades em seus cultos e ritos, mas compartilhavam com outras pólis algumas práticas em comum, como a realização de grandes festas.
Os gregos valorizavam os rituais, pois acreditavam que deles dependiam a sorte dos humanos. Os ritos giravam em torno do altar de sacrifícios. Estes tinham um caráter festivo — a própria palavra sacrifício significava também festa religiosa —, acompanhados de músicas, cânticos, jogos e competições. As relações de poder pertenciam ao núcleo da religiosidade grega e também se manifestavam nos rituais.
O conhecimento de que dispomos das religiões na Grécia antiga decorre de relatos diretos de gregos ou dos latinos, que, como estrangeiros, registraram aquilo que lhes era diferente e estranho. Parte significativa das informações origina-se dos estudos arqueológicos, cujas escavações revelaram detalhes do cotidiano da religião, além de algumas especificidades. Há autores, inclusive, que afirmam que as descobertas arqueológicas podem contradizer informações tradicionais presentes nas fontes gregas, como é o caso de Dioniso, cuja origem oriental foi refutado recentemente, após estudos arqueológicos identificarem-no como já conhecido em Micenas há muito tempo.
Outro aspecto importante sobre o conhecimento religioso diz respeito à questão do valor da poesia enquanto fonte puramente literária ou religiosa. A transmissão do mundo dos deuses entre os gregos se apresentava pelo canto dos poetas, com apoio musical de um instrumento, e nesse cantar o poeta poderia fazer modificações ao longo de sua exposição dos eventos. De qualquer forma, há autores que defendem que, ainda que o narrador pareça inventar tudo, não o faz de maneira aleatória, mas seguindo uma imaginação e um modo de funcionamento internamente coerente no âmbito do mito. Nesse contexto insere-se, ainda, a mitologia, com sua ampla explicação do mundo e da natureza, preceitos rituais, ensinamentos morais e fatos políticos. Isso permite verificar a complexidade religiosa da Grécia antiga e as dificuldades na busca pela montagem de um quadro amplo e definitivo de sua religião.
A religião na Roma Antiga caracterizou-se pelo politeísmo, com elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história. Desse modo, em sua origem, crenças etruscas, gregas e orientais foram sendo incorporadas aos costumes já tradicionais de acordo com sua efetividade.
A ideia de efetividade de um ritual para agradar a um deus ou deuses é a ideia que permeia o cenário religioso da época. A noção de nossa sociedade de tradição judaico-cristã quanto à religião liga os rituais à fé, algo que não era levado em conta pelos romanos. Para eles os deuses simplesmente existiam, não havia necessidade de questionar esse fato.
Os deuses dos antigos romanos, à semelhança dos antigos gregos, eram antropomórficos, ou seja, eram representados com a forma humana e possuíam características como qualidades e defeitos de seres humanos.
O Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses, como, por exemplo, Júpiter, pai dos deuses; Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizados festivais, jogos, sacrifícios e outras cerimônias. Posteriormente, diante da expansão militar que conduziu ao império, muitos deuses das regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos, assim como alguns deuses romanos foram incorporados às regiões conquistadas.
No âmbito privado, os cidadãos, por sua vez, tradicionalmente buscavam proteção nos espíritos domésticos, os chamados lares, e nos espíritos dos antepassados, os penates, aos quais rendiam culto dentro de casa.
A religião romana tinha ainda duas faces distintas, porém complementares: havia um culto público, estatal, que exercia influência significativa sobre os acontecimentos políticos e militares, e outro de caráter privado, na qual o chefe de família supervisionava os rituais domésticos e orações. Haviam festivais, de certo modo parecidos com os desfiles, onde ocorriam oferendas, atos e sacrifícios. Ao mesmo tempo haviam as práticas religiosas realizadas pelas famílias, dentro de suas casas. Muitos lares tradicionais romanos contavam com santuários no qual um deus em particular era cultuado como protetor.
Com o passar do tempo, o impiedoso sistema de conquista e exploração romano contribuiu para que sua fé não respondesse às questões mais íntimas da maioria da população. O cristianismo, por exemplo, era mais eficiente como resposta a tais questões. Assim, aos poucos, o estado antes baseado em crenças helenísticas, foi aos poucos se tornando cristão, e a antiga religião acabou por ser extinta. O último imperador romano dedicado à preservação da religião romana foi Juliano, o Apóstata (contestador, transgressor, em grego - reinou entre 360 e 363). Seu cognome já dá uma ideia da influência da Igreja Católica, que assim o apelidou devido ao sustento de uma crença que já estava em ampla decadência.
A.ALVES
sábado, 1 de julho de 2017
Mitologia grega e o cristianismo.
MITOLOGIA GREGA.
Os deuses olímpicos moravam em um imenso palácio, em algumas versões de cristais, construído no topo do monte Olimpo, uma montanha que ultrapassaria o céu. Alimentavam-se de ambrósia e bebiam néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites. Apesar de nunca haver se acabado por completo, e tendo permanecido oculto na maior parte da Grécia devido à perseguição político-religiosa que sofreu, o culto dos deuses olímpicos tem sido restaurado de forma mais explícita na Grécia desde os anos 1990, através do movimento religioso conhecido como dodecateísmo.
Platão relacionava os doze deuses ao número de meses do ano, e propôs que o último mês fosse dedicado aos rituais em honra de Plutão e dos espíritos dos mortos, o que implica que ele mesmo considerasse Hades como sendo um dos Doze. Hades não consta das versões posteriores deste grupo de deuses devido a associações ctónicas óbvias. Em Fedro Platão faz corresponder os Doze com o Zodíaco e exclui Héstia.
Os doze olímpicos obtiveram a sua supremacia no mundo dos deuses, depois de Zeus ter conduzido os seus irmãos, Hera, Posidão, Deméter e Héstia, à vitória na guerra com os titãs. Ares, Hermes, Hefesto, Afrodite, Atena, Apolo, Ártemis, as graças, Hércules, Dioniso, Hebe e Perséfone eram, por sua vezes, filhos de Zeus, ainda que algumas versões dos mitos sustentem que Hefesto era filho apenas de Hera e que Afrodite era filha de Urano.
De grande influência por todo Mediterrâneo Ocidental, a religião grega foi, junto com a língua, um fator de união entre gregos, tendo também influenciado a religião dos etruscos e da Roma Antiga ou mesmo o cristianismo e outras religiões com a humanização de Deus. Os deuses gregos eram antropomórficos, tinham forma e comportamentos humanos, com virtudes e defeitos.
A religião ou religiões da Grécia Antiga era um conjunto de crenças, rituais e divindades assemelhadas. Politeístas, os gregos acreditavam em vários deuses imortais, porém não onipotentes.
Os gregos acreditavam que a natureza é povoada de gênios e o divino existia em toda a parte, podendo se manifestar como um deus que agia em favor ou em detrimento dos homens de forma inesperada e arbitrária.
Além dos deuses havia os titãs, seres anteriores e odiados pelos deuses do Olimpo; centauros, seres de metade homem e metade cavalo; ninfas, que habitavam a natureza, as dríades das árvores e do mar as nereidas; sátiros, metade homem e metade bodes; monstros ciclopes de um olho só; Cila, do mar; Caríbdis, o turbilhão; as górgonas e o Minotauro, meio homem e meio touro.
Os gregos acreditavam que a natureza é povoada de gênios e o divino existia em toda a parte, podendo se manifestar como um deus que agia em favor ou em detrimento dos homens de forma inesperada e arbitrária.
A própria cultura ocidental tem por base a cultural grega, e isto é facilmente percebido em algumas palavras que falamos.
Música, Eco, erótico , pornografia, grafia, gráfico, Sofia, Era, idiota, lógico, idolatria, heresia, igreja, apóstolo, bispo, presbítero,Europa , crise , metrópoles , Psicologia, psique , teologia, didático , filosofia, e muitas outras.Estas palavras tem sua origem no grego, e algumas provém da mitologia grega.
E juntamente com as palavras também percorrem os seus pensamentos e ideologias, pois sabe-se que as palavras são signos e símbolos, os quais carregam em si um contexto social - ideológico - histórico .
Por exemplo, a palavra "Música" vem do grego "musiké téchne", “a arte das musas”. Na Grécia haviam nove entidades mitológicas chamadas de musas que eram consideradas “deusas inspiradoras da música” .
Na mitologia grega a "musica" também era usada pelas sereias, no sentido de encanto e sedução para com os navegantes.
De forma geral na sociedade atual,a "música", tem por intenção conduzir os ouvintes a um estado de cativeiro e embriaguês dos sentidos, afim de induzir o indivíduo à uma ação manipulada. Mas Deus não usa de sedução.
Tudo aquilo que procura tirar a consciência do homem não provém de Deus, ou seja, se alguma "música" busca tirar a consciência por meio de um transe, ou que tem por objetivo tirar a liberdade de se pensar, esta "música" não provém de Deus, mas de uma mentalidade grega da utilização da "música".
Por causa dos padrões religiosos e morais das pessoas das nações, alguns dos primeiros cristãos judeus de início não queriam aceitar na congregação gentios convertidos. Assim, quando ficou evidente que Deus estava disposto a aceitar gentios, os apóstolos e os anciãos em Jerusalém deixaram claro que esses conversos precisavam se abster de sangue, de fornicação e de idolatria. (Atos 15:29) Isso era essencial para qualquer pessoa que tivesse adotado o estilo de vida grego, porque a sociedade greco-romana estava infestada de “ignominiosos apetites sexuais” e homossexualismo. Não havia lugar para essas práticas entre os cristãos. — Romanos 1:26, 27; 1 Coríntios 6:9, 10.
Dos missionários cristãos do primeiro século que pregaram no mundo grego, nenhum se destacou mais do que o apóstolo Paulo. Até hoje, pessoas que viajam para Atenas, na Grécia, podem ver ao sopé do Areópago uma placa de bronze em lembrança do famoso discurso que Paulo fez naquela cidade. Esse discurso está registrado no capítulo 17 do livro bíblico de Atos. Suas palavras introdutórias, “homens de Atenas”, eram usadas pelos oradores gregos e com certeza deixou seus ouvintes — entre eles epicureus e filósofos estóicos — à vontade. Em vez de deixar transparecer sua irritação ou criticar a fé de seus ouvintes, Paulo procurou estabelecer um bom relacionamento com eles por reconhecer que pareciam ser muito religiosos. Ele falou a respeito do altar deles “a um Deus Desconhecido” e estabeleceu uma base em comum por dizer que era sobre esse Deus que pretendia falar. — Atos 17:16-23.
Paulo tocou o coração de seus ouvintes por falar sobre coisas que não eram difíceis para eles aceitar. Os estóicos podiam concordar com ele que Deus é a Fonte da vida humana, que todos os homens são da mesma raça, que Deus não está longe de nós e que a vida humana depende de Deus. Paulo apoiou esse último ponto citando obras dos poetas estóicos Arato (Fenômenos) e Cleanto (Hino a Zeus). Os epicureus também descobriram que tinham muito em comum com Paulo — acreditavam que Deus está vivo e pode ser conhecido, que ele é auto-suficiente, não precisa de nada dos homens e não mora em templos feitos por mãos.
Os ouvintes de Paulo conheciam bem os termos que ele usou. De fato, de acordo com certa fonte, “o mundo (kósmos)”, “progênie” e “o Ser Divino” eram expressões muitas vezes usadas por filósofos gregos. (Atos 17:24-29) Não que Paulo quisesse comprometer a verdade para ganhá-los. Pelo contrário, suas observações finais sobre a ressurreição e o julgamento foram de encontro às crenças deles. Mesmo assim, ele habilmente adaptou sua mensagem, tanto na forma como no conteúdo, para torná-la atraente à sua assistência de mentalidade filosófica.
A.Alves
Os deuses olímpicos moravam em um imenso palácio, em algumas versões de cristais, construído no topo do monte Olimpo, uma montanha que ultrapassaria o céu. Alimentavam-se de ambrósia e bebiam néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites. Apesar de nunca haver se acabado por completo, e tendo permanecido oculto na maior parte da Grécia devido à perseguição político-religiosa que sofreu, o culto dos deuses olímpicos tem sido restaurado de forma mais explícita na Grécia desde os anos 1990, através do movimento religioso conhecido como dodecateísmo.
Platão relacionava os doze deuses ao número de meses do ano, e propôs que o último mês fosse dedicado aos rituais em honra de Plutão e dos espíritos dos mortos, o que implica que ele mesmo considerasse Hades como sendo um dos Doze. Hades não consta das versões posteriores deste grupo de deuses devido a associações ctónicas óbvias. Em Fedro Platão faz corresponder os Doze com o Zodíaco e exclui Héstia.
Os doze olímpicos obtiveram a sua supremacia no mundo dos deuses, depois de Zeus ter conduzido os seus irmãos, Hera, Posidão, Deméter e Héstia, à vitória na guerra com os titãs. Ares, Hermes, Hefesto, Afrodite, Atena, Apolo, Ártemis, as graças, Hércules, Dioniso, Hebe e Perséfone eram, por sua vezes, filhos de Zeus, ainda que algumas versões dos mitos sustentem que Hefesto era filho apenas de Hera e que Afrodite era filha de Urano.
De grande influência por todo Mediterrâneo Ocidental, a religião grega foi, junto com a língua, um fator de união entre gregos, tendo também influenciado a religião dos etruscos e da Roma Antiga ou mesmo o cristianismo e outras religiões com a humanização de Deus. Os deuses gregos eram antropomórficos, tinham forma e comportamentos humanos, com virtudes e defeitos.
A religião ou religiões da Grécia Antiga era um conjunto de crenças, rituais e divindades assemelhadas. Politeístas, os gregos acreditavam em vários deuses imortais, porém não onipotentes.
Os gregos acreditavam que a natureza é povoada de gênios e o divino existia em toda a parte, podendo se manifestar como um deus que agia em favor ou em detrimento dos homens de forma inesperada e arbitrária.
Além dos deuses havia os titãs, seres anteriores e odiados pelos deuses do Olimpo; centauros, seres de metade homem e metade cavalo; ninfas, que habitavam a natureza, as dríades das árvores e do mar as nereidas; sátiros, metade homem e metade bodes; monstros ciclopes de um olho só; Cila, do mar; Caríbdis, o turbilhão; as górgonas e o Minotauro, meio homem e meio touro.
Os gregos acreditavam que a natureza é povoada de gênios e o divino existia em toda a parte, podendo se manifestar como um deus que agia em favor ou em detrimento dos homens de forma inesperada e arbitrária.
A própria cultura ocidental tem por base a cultural grega, e isto é facilmente percebido em algumas palavras que falamos.
Música, Eco, erótico , pornografia, grafia, gráfico, Sofia, Era, idiota, lógico, idolatria, heresia, igreja, apóstolo, bispo, presbítero,Europa , crise , metrópoles , Psicologia, psique , teologia, didático , filosofia, e muitas outras.Estas palavras tem sua origem no grego, e algumas provém da mitologia grega.
E juntamente com as palavras também percorrem os seus pensamentos e ideologias, pois sabe-se que as palavras são signos e símbolos, os quais carregam em si um contexto social - ideológico - histórico .
Por exemplo, a palavra "Música" vem do grego "musiké téchne", “a arte das musas”. Na Grécia haviam nove entidades mitológicas chamadas de musas que eram consideradas “deusas inspiradoras da música” .
Na mitologia grega a "musica" também era usada pelas sereias, no sentido de encanto e sedução para com os navegantes.
De forma geral na sociedade atual,a "música", tem por intenção conduzir os ouvintes a um estado de cativeiro e embriaguês dos sentidos, afim de induzir o indivíduo à uma ação manipulada. Mas Deus não usa de sedução.
Tudo aquilo que procura tirar a consciência do homem não provém de Deus, ou seja, se alguma "música" busca tirar a consciência por meio de um transe, ou que tem por objetivo tirar a liberdade de se pensar, esta "música" não provém de Deus, mas de uma mentalidade grega da utilização da "música".
Por causa dos padrões religiosos e morais das pessoas das nações, alguns dos primeiros cristãos judeus de início não queriam aceitar na congregação gentios convertidos. Assim, quando ficou evidente que Deus estava disposto a aceitar gentios, os apóstolos e os anciãos em Jerusalém deixaram claro que esses conversos precisavam se abster de sangue, de fornicação e de idolatria. (Atos 15:29) Isso era essencial para qualquer pessoa que tivesse adotado o estilo de vida grego, porque a sociedade greco-romana estava infestada de “ignominiosos apetites sexuais” e homossexualismo. Não havia lugar para essas práticas entre os cristãos. — Romanos 1:26, 27; 1 Coríntios 6:9, 10.
Dos missionários cristãos do primeiro século que pregaram no mundo grego, nenhum se destacou mais do que o apóstolo Paulo. Até hoje, pessoas que viajam para Atenas, na Grécia, podem ver ao sopé do Areópago uma placa de bronze em lembrança do famoso discurso que Paulo fez naquela cidade. Esse discurso está registrado no capítulo 17 do livro bíblico de Atos. Suas palavras introdutórias, “homens de Atenas”, eram usadas pelos oradores gregos e com certeza deixou seus ouvintes — entre eles epicureus e filósofos estóicos — à vontade. Em vez de deixar transparecer sua irritação ou criticar a fé de seus ouvintes, Paulo procurou estabelecer um bom relacionamento com eles por reconhecer que pareciam ser muito religiosos. Ele falou a respeito do altar deles “a um Deus Desconhecido” e estabeleceu uma base em comum por dizer que era sobre esse Deus que pretendia falar. — Atos 17:16-23.
Paulo tocou o coração de seus ouvintes por falar sobre coisas que não eram difíceis para eles aceitar. Os estóicos podiam concordar com ele que Deus é a Fonte da vida humana, que todos os homens são da mesma raça, que Deus não está longe de nós e que a vida humana depende de Deus. Paulo apoiou esse último ponto citando obras dos poetas estóicos Arato (Fenômenos) e Cleanto (Hino a Zeus). Os epicureus também descobriram que tinham muito em comum com Paulo — acreditavam que Deus está vivo e pode ser conhecido, que ele é auto-suficiente, não precisa de nada dos homens e não mora em templos feitos por mãos.
Os ouvintes de Paulo conheciam bem os termos que ele usou. De fato, de acordo com certa fonte, “o mundo (kósmos)”, “progênie” e “o Ser Divino” eram expressões muitas vezes usadas por filósofos gregos. (Atos 17:24-29) Não que Paulo quisesse comprometer a verdade para ganhá-los. Pelo contrário, suas observações finais sobre a ressurreição e o julgamento foram de encontro às crenças deles. Mesmo assim, ele habilmente adaptou sua mensagem, tanto na forma como no conteúdo, para torná-la atraente à sua assistência de mentalidade filosófica.
A.Alves
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Filosofias Greco-Romanas e sua influencia no cristianismo.
A filosofia greco-romana foi a maneira com que os antigos gregos e romanos organizaram, nos últimos cinco séculos antes de Cristo, uma forma de conhecimento, um modo de reflexão ou uma teoria da realidade. Esta filosofia pode ser classificada em dois períodos: o cosmológico e o antropológico clássico.
A filosofia grega - O Período Pré-Socrático
Desde o berço da Filosofia, em Mileto (século IV a.C.) até Sócrates,buscam o princípio constitutivo do universo. São chamados de Físicos. Abrange também o movimento sofista na estruturação da "pólis" grega. O princípio da identidade e da contradição. O que é o ser?
Período clássico - Sócrates (469-399 a.C.) – A preocupação com o homem e com o significado da existência humana. O que é o conhecimento? A busca do diálogo, a ironia e a maiêutica como métodos. O perfil do filósofo. O exercício da ironia, a crítica das tradições, os usos e costumes, do próprio regime democrático grego, decretaram a sua morte por "não acreditar nos deuses e corromper a juventude".
Platão (428-347 a.C.) O dualismo grego é sacralizado: o sensível e o espiritual, o bem e o mal, a unidade e a pluralidade. O mundo das sombras e o mundo das ideias. O mito da caverna, o Bem Supremo. A pólis exige Justiça. A "paidéia" prepara o cidadão para a "pólis". O filósofo é o mediador entre o sábio e o ignorante.
Aristóteles (384-322 a.C.) – Historiador e sistematizador de todo o pensamento grego anterior. É o criador da lógica formal e sistematizador das ciências no Organon (física, metafísica, lógica, matemática, psicologia, antropologia, ética, política etc). É tido como o maior dos filósofos gregos e um dos maiores da história da filosofia universal. Marca o apogeu da filosofia grega.
Período decadente - É composto por várias escolas que surgem com a desintegração do império helenista, a ruína da "pólis", cidade grega e o poderio crescente dos romanos. Entre estas escolas destacamos:
o helenismo; o ceticismo;o epicurismo;o cinismo;o estoicismo;o neoplatonismo.
FILOSOFIA ROMANA
Na filosofia, os romanos não produziram nenhuma corrente de pensamento original. Sua principal orientação voltou-se para a moral, com a adoção de valores éticos gregos e da filosofia helenística. Enquanto o povo romano se apegava aos mistérios da religião e à adoção de deuses estrangeiros, os homens cultos inclinaram-se para a filosofia. Influenciada pelo estoicismo e pelo epicurismo, a filosofia romana não preponderou tanto quanto a grega que foi, sem sombra de dúvida, a grande inspiradora do pensamento ocidental.
Dentre os principais filósofos destacam-se:
Sêneca (4 a 65 d.C) - natural de Córdoba, na Espanha, escreveu Cartas a Lucílio e traduziu Medéia. Foi professor de Nero que exigiu, posteriormente, que se suicidasse.
Epiteto - era escravo liberto e suas idéias foram depois condensadas no Manual de Epicteto. Marco Aurélio - o grande imperador romano, que viveu e governou entre 161 e 180 d.C., escreveu Pensamentos, destacando-se assim no campo da filosofia. Apuleio - Apuleio nasceu em Madaura, pequena mas importante colônia romana.
Roma apenas modificou a filosofia já existente na Grécia, adotando-a e, em seu ponto de vista, melhorando-a.
A filosofia greco-romana tem como objetivo compreender a própria vida, valorizando e dando conta, a partir da linguagem, da vida do homem tal como ela é e acontece. Carrega assim, a tarefa do homem compreender a totalidade de sua vida, construindo os significados conscientes de sua existência.
Para o mundo grego-romano a filosofia e a vida são inseparáveis porque a antropologia aparece na história da filosofia em tempos um tanto recentes, aquilo que ele designa foi sempre objeto de estudo em todos os períodos da história. Antropológicamente a filosofia grego-romana assume um dado novo: não pode existir se não tiver uma relação íntima com o problema da existência. Ou seja, a filosofia terá sustentação se for apresentada em função dos problemas da vida. E estas questões (problemas) são sobre o próprio homem, partindo de suas experiências.
AS CONTRIBUIÇÕES DOS ROMANOS
A contribuição política anterior à vinda de Cristo foi basicamente obra dos romanos. Esse povo, seguidor do caminho da idolatria, dos cultos de mistérios e do culto ao Imperador, foi usado por Deus, a quem ignoravam, para cumprir a sua vontade. Os Romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um senso de unidade da humanidade sob uma lei universal. Esse senso de solidariedade do homem no império criou ambiente favorável à aceitação do evangelho que proclamava a unidade de espécie e que a todos era oferecida a salvação que os integra num organismo universal, a Igreja, o corpo de Cristo.
As suas principais contribuições foram: Domínio Mundial de Roma; Os povos unificados; a paz universal – pax romana; a importância das cidades; Intercâmbio entre os vários povos.
O Domínio Mundial de Roma.
O objetivo dos romanos era ter a supremacia sobre toda a costa do Mediterrâneo, com a finalidade de, nos meses de inverno, ter uma rota segura até o Egito (celeiro do império) Em vista disso conquistaram todos os povos entre Roma e o Egito, portanto, circundaram o Mediterrâneo.
Os habitantes desse império o consideravam abrangendo o mundo, pois ignoram o que exista além das suas fronteiras. Além disso, o mundo romano incluía todas as terras que seriam alcançadas pelo Cristianismo durante os três primeiros séculos da era cristã. Nos anos de 50 d.c, o império abrangia a Europa ao sul do Reno e do Danúbio, a maior parte da Inglaterra, o Egito e toda a costa norte da áfrica, com grande parte da Ásia desde o Mediterrâneo à Mesopotâmia.
Unificação dos Povos.
Por muitos séculos, governos separados tinham formado agrupamentos humanos que se sentiam diferentes e isolados de todos os grupos; mas, com o Império Romano, os povos unificaram-se, no sentido de que todos os governos tinham sido derrubados e um poder único dominava em toda parte. Os Romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um sentido da unidade da espécie sob uma lei universal. Essa unificação foi possível graças à administração centralizada que Roma outorgava aos povos sob seu domínio. Existiam províncias diretamente subordinadas ao senado, ao Imperador.
Paz Universal – Pax – Romana
O momento histórico do nascimento de Jesus estava caracterizado pela pax - romana.Por algum tempo, Roma já vinha travando inúmeras batalhas e guerras, entretanto foi chegada à hora em que os cidadãos e governantes estavam exaustos de tantas guerras. Famílias eram desfeitas, soldados passavam muitos tempos nas fronteiras era um investimento muito alto para manter um exército poderoso, tudo isso contribuiu para um sentimento de paz entre os romanos. Essa paz desejada por todos foi instituída por Otaviano, mais tarde Augusto. Durante os domínios de Augusto, Tibério e Cláudio, imperou a paz em Roma. As guerras entre as nações tronaram-se quase impossíveis sob a égide desse poderoso império. Essa paz entre os povos favoreceu extraordinariamente a disseminação, entre as nações, da religião que pretendia um domínio espiritual universal.
Como podemos observar Roma vivia um tempo de paz e com as ausências de guerras, foi um momento universal para Roma contribuir com a expansão do cristianismo, todavia as guerras também influenciaram na prosperidade da nova religião. As conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses, uma vez que eles não foram capazes de protegê-lo dos romanos. Os romanos possuíam uma crença especial e somente adoravam o imperador, ficando os povos conquistados carentes espiritualmente, sendo deixados num vácuo espiritual que não era satisfeito pelas religiões de então. Durante toda a Idade Antiga, as guerras eram batalhas entre deuses. Até os judeus assim consideravam o seu Deus “Senhor dos Exércitos”.
Intercâmbios entre os vários povos
O Intercâmbio só foi possível a outros povos devido os grandes investimentos viários, o que levaram a Roma ter mais poder, onde possibilitou as viagens empregando dois meios práticos. A presença militar romana para combater os salteadores em terra firme e os piratas nos mares. A administração romana tornou fáceis e seguras às viagens e as comunicações entre as diferentes partes do mundo.
A religião romana era politeísta, ou seja, acreditava em muitos deuses, que poderiam ser domésticos e públicos.
a. Os domésticos: deuses da família, das refeições e das almas dos antepassados;
b. Os públicos: assimilados do culto grego, dando-lhes nomes diferentes; Segundo a história secular de Roma e a narrativa da Bíblia Novo Testamento, quando Cristo nasceu, o imperador Romano era augusto, fundador do império. As origens do cristianismo encontram-se nos ensinamentos de Jesus de Nazaré e tem como princípios fundamentais o monoteísmo, crença na ressurreição do corpo e no Juízo Final, o amor ao próximo e a igualdade entre os homens. Foi nas camadas urbanas que encontrou mais adeptos.
Segundo Lucas, Jesus nasceu em Belém porque na época, o imperador Augusto obrigou seus súditos a se registrar no primeiro censo do império, dessa forma todos deveriam retornar à cidade de origem para se alistar. Como a família de José era de Belém, ele voltou para sua cidade, levando Maria já grávida. Jesus nasceu em Belém pouco tempo depois, numa manjedoura. (BIBLIA, N.T.Lucas,2:1-7)
Como religião oficial, o Cristianismo sofreu muitas transformações, tornando-se uma poderosa instituição de um Império decadente. Muita coisa mudou em Roma com o advento e a vitória do cristianismo. As mudanças foram classificadas da seguinte forma: Deus era um ser único, universal, dispensado os outros deuses. A religião passou a ter um grande objetivo proposto à fé, a religião era nacional, destinava-se à humanidade inteira; não era a religião doméstica, de uma família. O Sacerdócio deixou de ser hereditário e o culto não foi mais mantido em segredo. Durante a monarquia e a república, a religião e o estado eram uma só entidade. O Cristianismo separou a religião do estado. O direito à propriedade foi mudado na sua essência: a propriedade não derivou mais da religião, mas do trabalho.
A CONTRIBUIÇÃO DOS GREGOS PARA O CRISTIANISMO.
A Grécia e um povo que surgiu há mais de quatro mil anos, em uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo- européia. Aqueus, eólios e jônios foram às primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo.
Embora tenha sido importante para a preparação da vinda de Cristo, a contribuição de Roma foi ofuscada pelo ambiente intelectual criada pela mente grega. A cidade de Roma pode ser identificada com o ambiente político do cristianismo, mas foi Atenas que ajudou a criar um ambiente intelectual propício à propagação do Evangelho. Os Gregos influenciaram o Império Romano intelectualmente.
Língua Universal
A partir de um desenvolvimento e de uma simplificação da língua ática, falada em Atenas no tempo dos poetas trágicos e de Platão, nascera assim chamada koiné ou dialeto comum. Era usada para todos os fins no intercâmbio popular. Quem quer que falasse seria entendido em toda parte, especialmente nos grandes centros, onde primeiros missionários pregaram quase sempre nessa língua, e nela foram escritos os livros neo-testamentários conforme Wikipeia:
O grego helenístico ou koiné no grego moderno , literalmente "koiné helenístico", é a forma popular do grego que emergiu na pós-Antiguidade clássica (c.300 a.C – AD 300). Outros nomes associados são alexandrino, patrístico, comum, bíblico ou grego do Novo Testamento.
Os nomes originais foram koiné, helênico e macedônio (macedônico). Desenvolveu-se a partir do dialeto ático, falando na região da Ática (onde se encontra Atenas), embora tenha grande influência de elementos do jônico. O koiné foi o primeiro dialeto comum supra-regional na Grécia, e chegou a servir como um língua franca no Mediterrâneo Oriental e no antigo Oriente Próximo ao longo do período romano. Foi também a língua original do Novo Testamento da Bíblia e da Septuaginta (tradução grega das escrituras judaicas). O koiné é o principal ancestral do grego moderno.
Este dialeto popular foi à verdadeira língua do homem da rua, do estudante, do escritor, do comerciante, do cidadão comum, um dialeto que todos podiam entender. Esta língua foi distinguida de formas: O koiné literário e o Popular.
O evangelho universal precisava de uma língua universal para poder exercer um impacto real sobre o mundo. Assim como o inglês no mundo moderno e o latim no mundo medieval erudito, o grego era a língua universal no mundo antigo. Na época em que surgiu o Império Romano, os romanos mais cultos falavam gregos e latim.
Entretanto, devemos considerar que o koiné era, também, um dialeto urbano. Nas aldeias da Galiléia, o aramaico presumivelmente ainda era á língua dominante. Quando o cristianismo, em suas formas urbanas, eventualmente penetrava nas culturas s aldeias, os documentos gregos precisavam ser traduzidos para as línguas autóctones, inclusive, ironicamente, o aramaico, agora um dialeto falado na região da Síria.
Os Gregos contribuíram com uma linguagem mais popular para a expansão do Evangelho, onde precisava de uma língua universal para poder exercer um impacto real sobre o mundo. Os seres humanos têm procurado, desde a torre de babel, criar uma língua universal para que possam comunicar suas idéias uns aos outros sem problemas.
Ao surgir o cristianismo, os povos que habitavam as regiões do Mediterrâneo tinham sido profundamente influenciados pela cultura helênica, a qual tinha seu lugar nas cidades do império onde se concentravam o comércio e o trânsito, possibilitando a aquisição de riquezas e o desenvolvimento de uma vida de bem-estar.
Uma das grandes evidências do povo grego foi à tradução dos escritos hebraicos para o grego, a qual foi chamada a tradução de Septuaginta:
Os judeus sempre foram muito fiéis à tradução de manter os oráculos em sua própria língua e, por esse motivo, não permitiram que os livros sagrados fossem traduzidos para outro idioma. Todavia, muitos anos depois, essa atitude exclusivista e ortodoxa teria de dar lugar a um senso mais prático e liberal.
Um dos grandes colaboradores para a expansão do evangelho foi Alexandre o Grande, mesmo depois de morto, ele deixou um legado onde foi seguido por um dos seus Generais há executar a tradução do livro sagrado dos judeus para o grego.
A tradução grega foi feita por 72 sábios judeus (por isso o seu nome Septuaginta), na cidade de Alexandria, a partir do ano 285 a.C. Da seleção desses 72 sábios seis eram de cada tribo de Israel, os quais foram enviados a Alexandria. Os sábios judeus se isolaram em locais preparados antecipadamente e ali traduziram o Antigo Testamento para o grego. Isso ocorreu por volta do ano 250 a.C.
Filosofia Grega.
A filosofia grega preparou o caminho para a vinda do cristianismo por ter levado à destruição as antigas religiões. Qualquer um que chegasse a conhecer seus princípios, fosse grego ou romano, logo perceberia que sua disciplina intelectual tornou a religião tão ininteligível que acabava abandonando-a em favor da filosofia. O advento da filosofia grega materialista no século VI a. C. destruiu a fé das pessoas no velho culto politeísta, como descrito na ilíada e na Odisséia de Homero.
Após investigarmos a historia dos gregos ficou evidente cientificamente que o idioma universal, tornou possível levar o evangelho á maioria das pessoas do Império numa língua comum a eles e ao pregador. Na época a Palestina era o berço da nova religião, tinha localização estratégica nesse mundo.
Paulo estava certo ao enfatizar que o cristianismo “não se fez em qualquer canto” (At.26.26), porque a palestina era um importante cruzamento que ligava os continentes da Ásia e da África com a Europa por via terrestre.
O Domínio Mundial de Roma, Unificação dos Povos, Paz Universal ou a Pax-Romana e, Intercâmbios entre os vários povos. Os Gregos contribuirão para o Cristianismo com: A língua universal que foi a partir de um desenvolvimento e, de uma simplificação da língua ática, que era fala em Atenas, na época de Platão, onde nasceu a língua chamada Koiné, este dialeto foi usado para fins de intercâmbios com outros povos. Na Filosofia foram acrescentados os valores do saber para a expansão do cristianismo. Os Judeus Contribuirão com: O Monoteísmo, o Sistema Ético, Antigo Testamento, Filosofia da História e com as sinagogas onde os cristão se reunião para discutir sobre o Cristianismo. Estes foram os povos relacionados à época que contribuirão e presenciarão os grandes acontecimentos com o surgimento do Cristianismo que, surgiu no período Imperial que foi do século 1 a.C até o século IV d.C, que uniu o mundo Antigo e criou as condições favoráveis para a aceitação do Evangelho de Cristo.
A.Alves
A filosofia grega - O Período Pré-Socrático
Desde o berço da Filosofia, em Mileto (século IV a.C.) até Sócrates,buscam o princípio constitutivo do universo. São chamados de Físicos. Abrange também o movimento sofista na estruturação da "pólis" grega. O princípio da identidade e da contradição. O que é o ser?
Período clássico - Sócrates (469-399 a.C.) – A preocupação com o homem e com o significado da existência humana. O que é o conhecimento? A busca do diálogo, a ironia e a maiêutica como métodos. O perfil do filósofo. O exercício da ironia, a crítica das tradições, os usos e costumes, do próprio regime democrático grego, decretaram a sua morte por "não acreditar nos deuses e corromper a juventude".
Platão (428-347 a.C.) O dualismo grego é sacralizado: o sensível e o espiritual, o bem e o mal, a unidade e a pluralidade. O mundo das sombras e o mundo das ideias. O mito da caverna, o Bem Supremo. A pólis exige Justiça. A "paidéia" prepara o cidadão para a "pólis". O filósofo é o mediador entre o sábio e o ignorante.
Aristóteles (384-322 a.C.) – Historiador e sistematizador de todo o pensamento grego anterior. É o criador da lógica formal e sistematizador das ciências no Organon (física, metafísica, lógica, matemática, psicologia, antropologia, ética, política etc). É tido como o maior dos filósofos gregos e um dos maiores da história da filosofia universal. Marca o apogeu da filosofia grega.
Período decadente - É composto por várias escolas que surgem com a desintegração do império helenista, a ruína da "pólis", cidade grega e o poderio crescente dos romanos. Entre estas escolas destacamos:
o helenismo; o ceticismo;o epicurismo;o cinismo;o estoicismo;o neoplatonismo.
FILOSOFIA ROMANA
Na filosofia, os romanos não produziram nenhuma corrente de pensamento original. Sua principal orientação voltou-se para a moral, com a adoção de valores éticos gregos e da filosofia helenística. Enquanto o povo romano se apegava aos mistérios da religião e à adoção de deuses estrangeiros, os homens cultos inclinaram-se para a filosofia. Influenciada pelo estoicismo e pelo epicurismo, a filosofia romana não preponderou tanto quanto a grega que foi, sem sombra de dúvida, a grande inspiradora do pensamento ocidental.
Dentre os principais filósofos destacam-se:
Sêneca (4 a 65 d.C) - natural de Córdoba, na Espanha, escreveu Cartas a Lucílio e traduziu Medéia. Foi professor de Nero que exigiu, posteriormente, que se suicidasse.
Epiteto - era escravo liberto e suas idéias foram depois condensadas no Manual de Epicteto. Marco Aurélio - o grande imperador romano, que viveu e governou entre 161 e 180 d.C., escreveu Pensamentos, destacando-se assim no campo da filosofia. Apuleio - Apuleio nasceu em Madaura, pequena mas importante colônia romana.
Roma apenas modificou a filosofia já existente na Grécia, adotando-a e, em seu ponto de vista, melhorando-a.
A filosofia greco-romana tem como objetivo compreender a própria vida, valorizando e dando conta, a partir da linguagem, da vida do homem tal como ela é e acontece. Carrega assim, a tarefa do homem compreender a totalidade de sua vida, construindo os significados conscientes de sua existência.
Para o mundo grego-romano a filosofia e a vida são inseparáveis porque a antropologia aparece na história da filosofia em tempos um tanto recentes, aquilo que ele designa foi sempre objeto de estudo em todos os períodos da história. Antropológicamente a filosofia grego-romana assume um dado novo: não pode existir se não tiver uma relação íntima com o problema da existência. Ou seja, a filosofia terá sustentação se for apresentada em função dos problemas da vida. E estas questões (problemas) são sobre o próprio homem, partindo de suas experiências.
AS CONTRIBUIÇÕES DOS ROMANOS
A contribuição política anterior à vinda de Cristo foi basicamente obra dos romanos. Esse povo, seguidor do caminho da idolatria, dos cultos de mistérios e do culto ao Imperador, foi usado por Deus, a quem ignoravam, para cumprir a sua vontade. Os Romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um senso de unidade da humanidade sob uma lei universal. Esse senso de solidariedade do homem no império criou ambiente favorável à aceitação do evangelho que proclamava a unidade de espécie e que a todos era oferecida a salvação que os integra num organismo universal, a Igreja, o corpo de Cristo.
As suas principais contribuições foram: Domínio Mundial de Roma; Os povos unificados; a paz universal – pax romana; a importância das cidades; Intercâmbio entre os vários povos.
O Domínio Mundial de Roma.
O objetivo dos romanos era ter a supremacia sobre toda a costa do Mediterrâneo, com a finalidade de, nos meses de inverno, ter uma rota segura até o Egito (celeiro do império) Em vista disso conquistaram todos os povos entre Roma e o Egito, portanto, circundaram o Mediterrâneo.
Os habitantes desse império o consideravam abrangendo o mundo, pois ignoram o que exista além das suas fronteiras. Além disso, o mundo romano incluía todas as terras que seriam alcançadas pelo Cristianismo durante os três primeiros séculos da era cristã. Nos anos de 50 d.c, o império abrangia a Europa ao sul do Reno e do Danúbio, a maior parte da Inglaterra, o Egito e toda a costa norte da áfrica, com grande parte da Ásia desde o Mediterrâneo à Mesopotâmia.
Unificação dos Povos.
Por muitos séculos, governos separados tinham formado agrupamentos humanos que se sentiam diferentes e isolados de todos os grupos; mas, com o Império Romano, os povos unificaram-se, no sentido de que todos os governos tinham sido derrubados e um poder único dominava em toda parte. Os Romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um sentido da unidade da espécie sob uma lei universal. Essa unificação foi possível graças à administração centralizada que Roma outorgava aos povos sob seu domínio. Existiam províncias diretamente subordinadas ao senado, ao Imperador.
Paz Universal – Pax – Romana
O momento histórico do nascimento de Jesus estava caracterizado pela pax - romana.Por algum tempo, Roma já vinha travando inúmeras batalhas e guerras, entretanto foi chegada à hora em que os cidadãos e governantes estavam exaustos de tantas guerras. Famílias eram desfeitas, soldados passavam muitos tempos nas fronteiras era um investimento muito alto para manter um exército poderoso, tudo isso contribuiu para um sentimento de paz entre os romanos. Essa paz desejada por todos foi instituída por Otaviano, mais tarde Augusto. Durante os domínios de Augusto, Tibério e Cláudio, imperou a paz em Roma. As guerras entre as nações tronaram-se quase impossíveis sob a égide desse poderoso império. Essa paz entre os povos favoreceu extraordinariamente a disseminação, entre as nações, da religião que pretendia um domínio espiritual universal.
Como podemos observar Roma vivia um tempo de paz e com as ausências de guerras, foi um momento universal para Roma contribuir com a expansão do cristianismo, todavia as guerras também influenciaram na prosperidade da nova religião. As conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses, uma vez que eles não foram capazes de protegê-lo dos romanos. Os romanos possuíam uma crença especial e somente adoravam o imperador, ficando os povos conquistados carentes espiritualmente, sendo deixados num vácuo espiritual que não era satisfeito pelas religiões de então. Durante toda a Idade Antiga, as guerras eram batalhas entre deuses. Até os judeus assim consideravam o seu Deus “Senhor dos Exércitos”.
Intercâmbios entre os vários povos
O Intercâmbio só foi possível a outros povos devido os grandes investimentos viários, o que levaram a Roma ter mais poder, onde possibilitou as viagens empregando dois meios práticos. A presença militar romana para combater os salteadores em terra firme e os piratas nos mares. A administração romana tornou fáceis e seguras às viagens e as comunicações entre as diferentes partes do mundo.
A religião romana era politeísta, ou seja, acreditava em muitos deuses, que poderiam ser domésticos e públicos.
a. Os domésticos: deuses da família, das refeições e das almas dos antepassados;
b. Os públicos: assimilados do culto grego, dando-lhes nomes diferentes; Segundo a história secular de Roma e a narrativa da Bíblia Novo Testamento, quando Cristo nasceu, o imperador Romano era augusto, fundador do império. As origens do cristianismo encontram-se nos ensinamentos de Jesus de Nazaré e tem como princípios fundamentais o monoteísmo, crença na ressurreição do corpo e no Juízo Final, o amor ao próximo e a igualdade entre os homens. Foi nas camadas urbanas que encontrou mais adeptos.
Segundo Lucas, Jesus nasceu em Belém porque na época, o imperador Augusto obrigou seus súditos a se registrar no primeiro censo do império, dessa forma todos deveriam retornar à cidade de origem para se alistar. Como a família de José era de Belém, ele voltou para sua cidade, levando Maria já grávida. Jesus nasceu em Belém pouco tempo depois, numa manjedoura. (BIBLIA, N.T.Lucas,2:1-7)
Como religião oficial, o Cristianismo sofreu muitas transformações, tornando-se uma poderosa instituição de um Império decadente. Muita coisa mudou em Roma com o advento e a vitória do cristianismo. As mudanças foram classificadas da seguinte forma: Deus era um ser único, universal, dispensado os outros deuses. A religião passou a ter um grande objetivo proposto à fé, a religião era nacional, destinava-se à humanidade inteira; não era a religião doméstica, de uma família. O Sacerdócio deixou de ser hereditário e o culto não foi mais mantido em segredo. Durante a monarquia e a república, a religião e o estado eram uma só entidade. O Cristianismo separou a religião do estado. O direito à propriedade foi mudado na sua essência: a propriedade não derivou mais da religião, mas do trabalho.
A CONTRIBUIÇÃO DOS GREGOS PARA O CRISTIANISMO.
A Grécia e um povo que surgiu há mais de quatro mil anos, em uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo- européia. Aqueus, eólios e jônios foram às primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo.
Embora tenha sido importante para a preparação da vinda de Cristo, a contribuição de Roma foi ofuscada pelo ambiente intelectual criada pela mente grega. A cidade de Roma pode ser identificada com o ambiente político do cristianismo, mas foi Atenas que ajudou a criar um ambiente intelectual propício à propagação do Evangelho. Os Gregos influenciaram o Império Romano intelectualmente.
Língua Universal
A partir de um desenvolvimento e de uma simplificação da língua ática, falada em Atenas no tempo dos poetas trágicos e de Platão, nascera assim chamada koiné ou dialeto comum. Era usada para todos os fins no intercâmbio popular. Quem quer que falasse seria entendido em toda parte, especialmente nos grandes centros, onde primeiros missionários pregaram quase sempre nessa língua, e nela foram escritos os livros neo-testamentários conforme Wikipeia:
O grego helenístico ou koiné no grego moderno , literalmente "koiné helenístico", é a forma popular do grego que emergiu na pós-Antiguidade clássica (c.300 a.C – AD 300). Outros nomes associados são alexandrino, patrístico, comum, bíblico ou grego do Novo Testamento.
Os nomes originais foram koiné, helênico e macedônio (macedônico). Desenvolveu-se a partir do dialeto ático, falando na região da Ática (onde se encontra Atenas), embora tenha grande influência de elementos do jônico. O koiné foi o primeiro dialeto comum supra-regional na Grécia, e chegou a servir como um língua franca no Mediterrâneo Oriental e no antigo Oriente Próximo ao longo do período romano. Foi também a língua original do Novo Testamento da Bíblia e da Septuaginta (tradução grega das escrituras judaicas). O koiné é o principal ancestral do grego moderno.
Este dialeto popular foi à verdadeira língua do homem da rua, do estudante, do escritor, do comerciante, do cidadão comum, um dialeto que todos podiam entender. Esta língua foi distinguida de formas: O koiné literário e o Popular.
O evangelho universal precisava de uma língua universal para poder exercer um impacto real sobre o mundo. Assim como o inglês no mundo moderno e o latim no mundo medieval erudito, o grego era a língua universal no mundo antigo. Na época em que surgiu o Império Romano, os romanos mais cultos falavam gregos e latim.
Entretanto, devemos considerar que o koiné era, também, um dialeto urbano. Nas aldeias da Galiléia, o aramaico presumivelmente ainda era á língua dominante. Quando o cristianismo, em suas formas urbanas, eventualmente penetrava nas culturas s aldeias, os documentos gregos precisavam ser traduzidos para as línguas autóctones, inclusive, ironicamente, o aramaico, agora um dialeto falado na região da Síria.
Os Gregos contribuíram com uma linguagem mais popular para a expansão do Evangelho, onde precisava de uma língua universal para poder exercer um impacto real sobre o mundo. Os seres humanos têm procurado, desde a torre de babel, criar uma língua universal para que possam comunicar suas idéias uns aos outros sem problemas.
Ao surgir o cristianismo, os povos que habitavam as regiões do Mediterrâneo tinham sido profundamente influenciados pela cultura helênica, a qual tinha seu lugar nas cidades do império onde se concentravam o comércio e o trânsito, possibilitando a aquisição de riquezas e o desenvolvimento de uma vida de bem-estar.
Uma das grandes evidências do povo grego foi à tradução dos escritos hebraicos para o grego, a qual foi chamada a tradução de Septuaginta:
Os judeus sempre foram muito fiéis à tradução de manter os oráculos em sua própria língua e, por esse motivo, não permitiram que os livros sagrados fossem traduzidos para outro idioma. Todavia, muitos anos depois, essa atitude exclusivista e ortodoxa teria de dar lugar a um senso mais prático e liberal.
Um dos grandes colaboradores para a expansão do evangelho foi Alexandre o Grande, mesmo depois de morto, ele deixou um legado onde foi seguido por um dos seus Generais há executar a tradução do livro sagrado dos judeus para o grego.
A tradução grega foi feita por 72 sábios judeus (por isso o seu nome Septuaginta), na cidade de Alexandria, a partir do ano 285 a.C. Da seleção desses 72 sábios seis eram de cada tribo de Israel, os quais foram enviados a Alexandria. Os sábios judeus se isolaram em locais preparados antecipadamente e ali traduziram o Antigo Testamento para o grego. Isso ocorreu por volta do ano 250 a.C.
Filosofia Grega.
A filosofia grega preparou o caminho para a vinda do cristianismo por ter levado à destruição as antigas religiões. Qualquer um que chegasse a conhecer seus princípios, fosse grego ou romano, logo perceberia que sua disciplina intelectual tornou a religião tão ininteligível que acabava abandonando-a em favor da filosofia. O advento da filosofia grega materialista no século VI a. C. destruiu a fé das pessoas no velho culto politeísta, como descrito na ilíada e na Odisséia de Homero.
Após investigarmos a historia dos gregos ficou evidente cientificamente que o idioma universal, tornou possível levar o evangelho á maioria das pessoas do Império numa língua comum a eles e ao pregador. Na época a Palestina era o berço da nova religião, tinha localização estratégica nesse mundo.
Paulo estava certo ao enfatizar que o cristianismo “não se fez em qualquer canto” (At.26.26), porque a palestina era um importante cruzamento que ligava os continentes da Ásia e da África com a Europa por via terrestre.
O Domínio Mundial de Roma, Unificação dos Povos, Paz Universal ou a Pax-Romana e, Intercâmbios entre os vários povos. Os Gregos contribuirão para o Cristianismo com: A língua universal que foi a partir de um desenvolvimento e, de uma simplificação da língua ática, que era fala em Atenas, na época de Platão, onde nasceu a língua chamada Koiné, este dialeto foi usado para fins de intercâmbios com outros povos. Na Filosofia foram acrescentados os valores do saber para a expansão do cristianismo. Os Judeus Contribuirão com: O Monoteísmo, o Sistema Ético, Antigo Testamento, Filosofia da História e com as sinagogas onde os cristão se reunião para discutir sobre o Cristianismo. Estes foram os povos relacionados à época que contribuirão e presenciarão os grandes acontecimentos com o surgimento do Cristianismo que, surgiu no período Imperial que foi do século 1 a.C até o século IV d.C, que uniu o mundo Antigo e criou as condições favoráveis para a aceitação do Evangelho de Cristo.
A.Alves
terça-feira, 7 de março de 2017
Sistema Democratico Grego
Ao falarmos do legado dos gregos para o mundo contemporâneo, percebemos que muitos textos ressaltam como as experiências políticas experimentadas em Atenas serviram de base para a construção do regime democrático. A luta pelo fim dos privilégios aristocráticos e a consolidação de uma sociedade com direitos mais amplos teriam sido os pilares dessa nova forma de governo. Contudo, não podemos afirmar que a ideia de democracia entre os gregos seja a mesma do mundo contemporâneo.
Atualmente, quando definimos basicamente a democracia, entendemos que este seria o “governo” (kracia) “do povo” (demo). Ao falarmos que o “governo pertence ao povo”, compreendemos que a maioria da população tem o direito de participar do cenário político de seu tempo. De fato, nas democracias contemporâneas, os governos tentam ampliar o direito ao voto ao minimizar todas as restrições que possam impedir a participação política dos cidadãos.
Para os gregos, a noção de democracia era bastante diferente da que hoje experimentamos e acreditamos ser “universal”. A condição de cidadania era estabelecida por pressupostos que excluíam boa parte da população. Os escravos, as mulheres, os estrangeiros e menores de dezoito anos não poderiam participar das questões políticas de seu tempo. Tal opção não envolvia algum tipo de interesse político, mas assinalava um comportamento da própria cultura ateniense.
Na concepção desta antiga sociedade, aqueles que não compartilhavam dos mesmos costumes de Atenas não poderiam ter a compreensão necessária para escolher o melhor para a pólis. Além disso, observando o modo como os atenineses viam a mulher, sabemos que tal exclusão feminina se assentava na “inferioridade natural” reservada ao sexo feminino. Por fim, os escravos também eram politicamente marginalizados ao não terem o preparo intelectual necessário para o exercício da política.
Dessa forma, não podemos dizer que a democracia ateniense era cingida por uma estranha contradição. Ao contrário, percebemos que as instituições políticas dessa cultura refletiam claramente valores diversos que eram anteriores ao nascimento da democracia grega.
O sistema de funcionamento do governo democrático ateniense pode ser divido em seis partes principais: Eclésia, Boulé, Arcontes, Estrategos e dois tribunais, o Areópago e Helieia. O processo de escolha da maioria dessas magistraturas ocorria através do sorteio, pois assim todos os cidadãos teriam chances iguais de participar destas instituições. O sorteio acontecia para os bouleutas, areopagitas, heliastas e arcontes. No caso dos estrategos, havia a eleição, pois eram magistraturas militares e dependiam de certo conhecimento técnico. Para verificar a aptidão dos candidatos a uma magistratura, antes da obtenção do cargo, era feito o exame de dokimasia diante da Boulé e da Helieia.
A democracia não foi produto de um só homem e algumas vezes foi interrompida, porém restaurada logo em seguida graças à ação popular. Seus principais arquitetos foram, sem dúvida, Sólon, Clístenes, Efialtes e Péricles. Instaurada na Grécia Clássica, a democracia ateniense ganhou forma durante o governo de Clístenes que, entre 508 a 507 a. C., empregou uma série de reformas político-administrativas estabelecendo os pilares de uma forma de governo, que seria resgatada nos séculos XVII, XVIII e XIX como substrato para as democracias modernas.
Embora seja obscuro o conhecimento sobre os métodos governamentais da maioria das cidades-estados gregas, conhecendo-se razoavelmente bem apenas os de Atenas e de Esparta, seus governos evidentemente vieram a diferir consideravelmente daqueles de Canaã, da Mesopotâmia ou do Egito. Pelo menos durante o que talvez possa ser classificado secularmente como período histórico, as cidades-estados gregas, em vez de terem reis, tinham magistrados, conselhos e uma assembléia (ek·kle·sí·a) de cidadãos. Atenas experimentou o governo democrático direto (a palavra “democracia” derivando da grega dé·mos, que significa “povo”, e krá·tos, que significa “governo”). Neste arranjo, todo o corpo de cidadãos constituía o legislativo, falando e votando na assembléia. Os “cidadãos”, porém, eram uma minoria, visto que mulheres, residentes de origem estrangeira e escravos não possuíam a cidadania. Pensa-se que os escravos constituíam tanto quanto um terço da população em muitas cidades-estados, e, sem dúvida, seu trabalho escravo tornava possível que os “cidadãos” tivessem o tempo livre necessário para participar na assembléia política.
Winston Churchill " A pior forma de governo é a democracia, mas ela é a melhor que temos" “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras modalidades já experimentadas em todos os tempos."
A.Alves
Atualmente, quando definimos basicamente a democracia, entendemos que este seria o “governo” (kracia) “do povo” (demo). Ao falarmos que o “governo pertence ao povo”, compreendemos que a maioria da população tem o direito de participar do cenário político de seu tempo. De fato, nas democracias contemporâneas, os governos tentam ampliar o direito ao voto ao minimizar todas as restrições que possam impedir a participação política dos cidadãos.
Para os gregos, a noção de democracia era bastante diferente da que hoje experimentamos e acreditamos ser “universal”. A condição de cidadania era estabelecida por pressupostos que excluíam boa parte da população. Os escravos, as mulheres, os estrangeiros e menores de dezoito anos não poderiam participar das questões políticas de seu tempo. Tal opção não envolvia algum tipo de interesse político, mas assinalava um comportamento da própria cultura ateniense.
Na concepção desta antiga sociedade, aqueles que não compartilhavam dos mesmos costumes de Atenas não poderiam ter a compreensão necessária para escolher o melhor para a pólis. Além disso, observando o modo como os atenineses viam a mulher, sabemos que tal exclusão feminina se assentava na “inferioridade natural” reservada ao sexo feminino. Por fim, os escravos também eram politicamente marginalizados ao não terem o preparo intelectual necessário para o exercício da política.
Dessa forma, não podemos dizer que a democracia ateniense era cingida por uma estranha contradição. Ao contrário, percebemos que as instituições políticas dessa cultura refletiam claramente valores diversos que eram anteriores ao nascimento da democracia grega.
O sistema de funcionamento do governo democrático ateniense pode ser divido em seis partes principais: Eclésia, Boulé, Arcontes, Estrategos e dois tribunais, o Areópago e Helieia. O processo de escolha da maioria dessas magistraturas ocorria através do sorteio, pois assim todos os cidadãos teriam chances iguais de participar destas instituições. O sorteio acontecia para os bouleutas, areopagitas, heliastas e arcontes. No caso dos estrategos, havia a eleição, pois eram magistraturas militares e dependiam de certo conhecimento técnico. Para verificar a aptidão dos candidatos a uma magistratura, antes da obtenção do cargo, era feito o exame de dokimasia diante da Boulé e da Helieia.
A democracia não foi produto de um só homem e algumas vezes foi interrompida, porém restaurada logo em seguida graças à ação popular. Seus principais arquitetos foram, sem dúvida, Sólon, Clístenes, Efialtes e Péricles. Instaurada na Grécia Clássica, a democracia ateniense ganhou forma durante o governo de Clístenes que, entre 508 a 507 a. C., empregou uma série de reformas político-administrativas estabelecendo os pilares de uma forma de governo, que seria resgatada nos séculos XVII, XVIII e XIX como substrato para as democracias modernas.
Embora seja obscuro o conhecimento sobre os métodos governamentais da maioria das cidades-estados gregas, conhecendo-se razoavelmente bem apenas os de Atenas e de Esparta, seus governos evidentemente vieram a diferir consideravelmente daqueles de Canaã, da Mesopotâmia ou do Egito. Pelo menos durante o que talvez possa ser classificado secularmente como período histórico, as cidades-estados gregas, em vez de terem reis, tinham magistrados, conselhos e uma assembléia (ek·kle·sí·a) de cidadãos. Atenas experimentou o governo democrático direto (a palavra “democracia” derivando da grega dé·mos, que significa “povo”, e krá·tos, que significa “governo”). Neste arranjo, todo o corpo de cidadãos constituía o legislativo, falando e votando na assembléia. Os “cidadãos”, porém, eram uma minoria, visto que mulheres, residentes de origem estrangeira e escravos não possuíam a cidadania. Pensa-se que os escravos constituíam tanto quanto um terço da população em muitas cidades-estados, e, sem dúvida, seu trabalho escravo tornava possível que os “cidadãos” tivessem o tempo livre necessário para participar na assembléia política.
Winston Churchill " A pior forma de governo é a democracia, mas ela é a melhor que temos" “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras modalidades já experimentadas em todos os tempos."
A.Alves
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Argumentos Teologicos
Um Argumento teleológico da existência de Deus, também chamado de argumento da criação, é um argumento a posteriori para a existencia de Deus com base na criação aparente e propósito na natureza,
para além do âmbito de qualquer atividade humana. Vários conceitos de
teleologia são desenvolvidos por filósofos antigos e clássicos, como Platao, que propôs um artifice divino, outros, nomeadamente Aristoteles, rejeitaram essa conclusão em favor de uma teleologia mais naturalista.
O argumento teleológico
Diz que os projetos implicam um designer, e o universo mostra marcas de design, então o universo foi projetado. Claramente, toda forma de vida na história da Terra tem sido altamente complexa. Um único fio de DNA equivale a um volume da Enciclopédia Britânica. O cérebro humano tem cerca de 10 bilhões de gigabytes de capacidade. Além das coisas viventes aqui na Terra, todo o universo parece ter sido projetado para a vida. Literalmente centenas de condições são necessárias para a vida na Terra - tudo, da densidade de massa do universo à atividade sísmica, deve ser ajustado para que a vida possa existir. A chance de todas estas coisas aleatoriamente acontecendo é, literalmente, impossível. A probabilidade contra isso acontecer é muitas ordens de magnitude maior do que o número de partículas atômicas em todo o universo! Além de demonstrar a existência de Deus, o argumento teleológico expõe falhas na teoria da evolução. O movimento do Design Inteligente na ciência aplica a teoria da informação aos sistemas de vida e mostra que o acaso não pode sequer começar a explicar a complexidade da vida. Na verdade, até mesmo as bactérias unicelulares são tão complexas que, sem todas as suas partes trabalhando em conjunto e ao mesmo tempo, elas não teriam potencial de sobrevivência.
O argumento cosmológico salienta a necessidade de explicar a causa do movimento. Tudo que se move tem que ser movido por outra coisa. Mas essa corrente de motores não podem ir ao infinito, um pressuposto fundamental, porque então haveria nenhum primeiro motor e, portanto, nenhum outro autor. Temos de chegar, portanto, em um primeiro motor, Tomas de Aquino conclui, "e isso todos entendem ser Deus".
Este argumento do movimento não é tão convincente para a nossa geração científica porque levamos moção de ser natural e resto de ser anormal, como o princípio da inércia afirma. Muitos filósofos insistem em que a noção de uma série infinita de motores não é de todo impossível ou contraditória.
O interessante, e persuasiva, formam a maior parte do argumento cosmológico é Tomás de Aquino "terceira via", o argumento da contingência. Um Eterno Algo deve ser admitido por todos, teísta, ateu e agnóstico.
Mas o universo físico não poderia ser esse algo eterno, porque é obviamente contingente, mutável, sujeito a decadência. Se cada contingente coisa presente / evento depende de um contingente anterior coisa / evento, etc ad infinitum, então este não pode fornecer uma explicação adequada de nada.
Assim, para que haja alguma coisa contingente no universo, deve haver pelo menos uma coisa que não é contingente, algo que é necessário em todas as mudanças e auto estabelecida. Neste caso, "necessário" não se aplica a uma proposição, mas para uma coisa, e isso significa infinito, eterno, auto causado, auto-existente.
Não é suficiente dizer que o infinito tempo vai resolver o problema de ser contingente. Não importa quanto tempo você tem, depende ainda está sendo dependente de algo. Tudo contingente dentro do espaço de infinito, em algum momento em particular, não existe. Mas se houve um momento em que nada existia, então nada existiria agora.
Uma pergunta ao argumento cosmológico é : "Se Deus criou o universo, então quem fez Deus?" Se alguém insiste em que o mundo tinha um motivo, um não deve insistir também que Deus tinha um motivo? O argumento teleológico
Este é um dos mais antigos e populares e inteligível das provas teístas. Ele sugere que há uma nítida analogia entre a ordem ea regularidade do cosmos e um produto do engenho humano. Voltaire colocá-lo em termos muito simples: "Se um relógio provar a existência de um relojoeiro, mas o universo não prova a existência de uma grande Arquiteto, então eu consentimento para ser chamado de idiota." Ninguém pode negar o universo parece ter sido desenhado; instâncias de ordenação intencional estão à nossa volta. características quase em qualquer lugar pode ser encontrado de ser mostrar que o universo a ser basicamente amigável à vida, mente, personalidade e valores. A própria vida é uma função cósmica, ou seja, um arranjo de coisas muito complexas tanto terrestres e extraterrestres deve obter antes de vida pode subsistir. A terra deve ser apenas o tamanho certo, a rotação deve estar dentro de certos limites, a inclinação deve ser correto para provocar as épocas, a sua terra - água rácio deve ser um equilíbrio delicado. A nossa estrutura biológica é muito frágil. Um pouco de calor demais ou frio e morremos. Precisamos de luz, mas não demasiado ultravioleta. Precisamos de calor, mas não muito infravermelho. Vivemos um pouco abaixo airscreen blindagem nos milhões de mísseis de todos os dias. Vivemos apenas 10 milhas acima de um rock tela que protege-nos do terrível calor sob nossos pés. Quem criou todas estas telas e escudos que tornam a nossa existência terrena é possível?
Mais uma vez somos confrontados com uma escolha. Ou o universo foi projetado e desenvolveu todas estas características por acaso. O cosmos é tanto um plano ou um acidente!
A maioria das pessoas tem uma inata repúdio à noção de acaso porque contradiz a nossa forma de explicar as coisas normalmente. Chance não é uma explicação, mas um abandono de explicação.
Mesmo os grandes críticos da teologia natural, Hume e Kant, traiu uma admiração pelo argumento teleológico. Hume concedeu-lhe uma certa validade limitado. Kant foi ainda mais longe: "Essa prova será sempre merecem ser tratados com respeito, é o mais velho, o mais claro e mais em conformidade com a razão humana Nós não temos nada a dizer contra a razoabilidade ea utilidade desta linha de argumentação,.... mas desejo, ao contrário, elogiar e incentivar. "
O Argumento Moral
Esta é a mais recente das provas teístas. O primeiro filósofo a usar foi Kant, que considerou que as provas tradicionais eram defeituosos. Kant considerou que a existência de Deus e da imortalidade da alma eram questões de fé, não a razão especulativa ordinário, que, segundo ele, limita-se a sensação.
Kant argumentou que a lei moral manda-nos a procurar o bem supremo, com perfeita felicidade como um resultado lógico. Mas surge um problema quando nós contemplamos o desagradável fato de que "não há o menor fundamento na lei moral necessária para uma ligação entre a moralidade e a felicidade proporcionada em um ser que pertence ao mundo como uma parte dela." O único postulado, portanto, que vai dar sentido à experiência moral do homem é "a existência de uma causa de toda natureza, distinta da própria natureza".
A maioria dos pensadores modernos, que utilizam o argumento moral de que Deus é um postulado necessário para explicar a experiência moral. Kant pensava que a lei moral poderia ser estabelecida pela razão, mas ele chamou de Deus para garantir a recompensa da virtude. Os pensadores modernos não usam tanto a Deus para a recompensa como para fornecer uma base para a lei moral, em primeiro lugar.
"O que pode ser conhecido sobre Deus é manifesto entre eles, porque Deus tem mostrado a eles." Desde a criação do mundo invisível sua natureza, ou seja, o seu eterno poder e divindade, foi claramente percebida nas coisas que foram feitas " (Romanos 1:19 - 20). Se Deus realmente existe, então estamos lidando com uma proposição factual, e aquilo que realmente queremos quando pedimos uma prova factual de uma proposição não é uma demonstração da sua impossibilidade lógica, mas um certo grau de prova que irá excluir qualquer dúvida razoável. Algo pode ser tão provável que exclui qualquer dúvida razoável, sem ser dedutivo ou analítico ou demonstrativo ou logicamente inevitável. Nós sentimos que as provas teístas, excluindo o argumento ontológico, se enquadram nesta categoria.
A.Alves
O argumento teleológico
Diz que os projetos implicam um designer, e o universo mostra marcas de design, então o universo foi projetado. Claramente, toda forma de vida na história da Terra tem sido altamente complexa. Um único fio de DNA equivale a um volume da Enciclopédia Britânica. O cérebro humano tem cerca de 10 bilhões de gigabytes de capacidade. Além das coisas viventes aqui na Terra, todo o universo parece ter sido projetado para a vida. Literalmente centenas de condições são necessárias para a vida na Terra - tudo, da densidade de massa do universo à atividade sísmica, deve ser ajustado para que a vida possa existir. A chance de todas estas coisas aleatoriamente acontecendo é, literalmente, impossível. A probabilidade contra isso acontecer é muitas ordens de magnitude maior do que o número de partículas atômicas em todo o universo! Além de demonstrar a existência de Deus, o argumento teleológico expõe falhas na teoria da evolução. O movimento do Design Inteligente na ciência aplica a teoria da informação aos sistemas de vida e mostra que o acaso não pode sequer começar a explicar a complexidade da vida. Na verdade, até mesmo as bactérias unicelulares são tão complexas que, sem todas as suas partes trabalhando em conjunto e ao mesmo tempo, elas não teriam potencial de sobrevivência.
O argumento cosmológico salienta a necessidade de explicar a causa do movimento. Tudo que se move tem que ser movido por outra coisa. Mas essa corrente de motores não podem ir ao infinito, um pressuposto fundamental, porque então haveria nenhum primeiro motor e, portanto, nenhum outro autor. Temos de chegar, portanto, em um primeiro motor, Tomas de Aquino conclui, "e isso todos entendem ser Deus".
Este argumento do movimento não é tão convincente para a nossa geração científica porque levamos moção de ser natural e resto de ser anormal, como o princípio da inércia afirma. Muitos filósofos insistem em que a noção de uma série infinita de motores não é de todo impossível ou contraditória.
O interessante, e persuasiva, formam a maior parte do argumento cosmológico é Tomás de Aquino "terceira via", o argumento da contingência. Um Eterno Algo deve ser admitido por todos, teísta, ateu e agnóstico.
Mas o universo físico não poderia ser esse algo eterno, porque é obviamente contingente, mutável, sujeito a decadência. Se cada contingente coisa presente / evento depende de um contingente anterior coisa / evento, etc ad infinitum, então este não pode fornecer uma explicação adequada de nada.
Assim, para que haja alguma coisa contingente no universo, deve haver pelo menos uma coisa que não é contingente, algo que é necessário em todas as mudanças e auto estabelecida. Neste caso, "necessário" não se aplica a uma proposição, mas para uma coisa, e isso significa infinito, eterno, auto causado, auto-existente.
Não é suficiente dizer que o infinito tempo vai resolver o problema de ser contingente. Não importa quanto tempo você tem, depende ainda está sendo dependente de algo. Tudo contingente dentro do espaço de infinito, em algum momento em particular, não existe. Mas se houve um momento em que nada existia, então nada existiria agora.
Uma pergunta ao argumento cosmológico é : "Se Deus criou o universo, então quem fez Deus?" Se alguém insiste em que o mundo tinha um motivo, um não deve insistir também que Deus tinha um motivo? O argumento teleológico
Este é um dos mais antigos e populares e inteligível das provas teístas. Ele sugere que há uma nítida analogia entre a ordem ea regularidade do cosmos e um produto do engenho humano. Voltaire colocá-lo em termos muito simples: "Se um relógio provar a existência de um relojoeiro, mas o universo não prova a existência de uma grande Arquiteto, então eu consentimento para ser chamado de idiota." Ninguém pode negar o universo parece ter sido desenhado; instâncias de ordenação intencional estão à nossa volta. características quase em qualquer lugar pode ser encontrado de ser mostrar que o universo a ser basicamente amigável à vida, mente, personalidade e valores. A própria vida é uma função cósmica, ou seja, um arranjo de coisas muito complexas tanto terrestres e extraterrestres deve obter antes de vida pode subsistir. A terra deve ser apenas o tamanho certo, a rotação deve estar dentro de certos limites, a inclinação deve ser correto para provocar as épocas, a sua terra - água rácio deve ser um equilíbrio delicado. A nossa estrutura biológica é muito frágil. Um pouco de calor demais ou frio e morremos. Precisamos de luz, mas não demasiado ultravioleta. Precisamos de calor, mas não muito infravermelho. Vivemos um pouco abaixo airscreen blindagem nos milhões de mísseis de todos os dias. Vivemos apenas 10 milhas acima de um rock tela que protege-nos do terrível calor sob nossos pés. Quem criou todas estas telas e escudos que tornam a nossa existência terrena é possível?
Mais uma vez somos confrontados com uma escolha. Ou o universo foi projetado e desenvolveu todas estas características por acaso. O cosmos é tanto um plano ou um acidente!
A maioria das pessoas tem uma inata repúdio à noção de acaso porque contradiz a nossa forma de explicar as coisas normalmente. Chance não é uma explicação, mas um abandono de explicação.
Mesmo os grandes críticos da teologia natural, Hume e Kant, traiu uma admiração pelo argumento teleológico. Hume concedeu-lhe uma certa validade limitado. Kant foi ainda mais longe: "Essa prova será sempre merecem ser tratados com respeito, é o mais velho, o mais claro e mais em conformidade com a razão humana Nós não temos nada a dizer contra a razoabilidade ea utilidade desta linha de argumentação,.... mas desejo, ao contrário, elogiar e incentivar. "
O Argumento Moral
Esta é a mais recente das provas teístas. O primeiro filósofo a usar foi Kant, que considerou que as provas tradicionais eram defeituosos. Kant considerou que a existência de Deus e da imortalidade da alma eram questões de fé, não a razão especulativa ordinário, que, segundo ele, limita-se a sensação.
Kant argumentou que a lei moral manda-nos a procurar o bem supremo, com perfeita felicidade como um resultado lógico. Mas surge um problema quando nós contemplamos o desagradável fato de que "não há o menor fundamento na lei moral necessária para uma ligação entre a moralidade e a felicidade proporcionada em um ser que pertence ao mundo como uma parte dela." O único postulado, portanto, que vai dar sentido à experiência moral do homem é "a existência de uma causa de toda natureza, distinta da própria natureza".
A maioria dos pensadores modernos, que utilizam o argumento moral de que Deus é um postulado necessário para explicar a experiência moral. Kant pensava que a lei moral poderia ser estabelecida pela razão, mas ele chamou de Deus para garantir a recompensa da virtude. Os pensadores modernos não usam tanto a Deus para a recompensa como para fornecer uma base para a lei moral, em primeiro lugar.
"O que pode ser conhecido sobre Deus é manifesto entre eles, porque Deus tem mostrado a eles." Desde a criação do mundo invisível sua natureza, ou seja, o seu eterno poder e divindade, foi claramente percebida nas coisas que foram feitas " (Romanos 1:19 - 20). Se Deus realmente existe, então estamos lidando com uma proposição factual, e aquilo que realmente queremos quando pedimos uma prova factual de uma proposição não é uma demonstração da sua impossibilidade lógica, mas um certo grau de prova que irá excluir qualquer dúvida razoável. Algo pode ser tão provável que exclui qualquer dúvida razoável, sem ser dedutivo ou analítico ou demonstrativo ou logicamente inevitável. Nós sentimos que as provas teístas, excluindo o argumento ontológico, se enquadram nesta categoria.
A.Alves
Corrupção moral universal da humanidade
Moral (do latim moralis "maneira,carater,
comportamento próprio") é a diferenciação de intenções, decisões e
ações entre aquelas que são distinguidas como próprias e as que são
impróprias. Seria importante referir, ainda, quanto à etimologia da palavra "moral", que esta se originou a partir do intento dos romanos traduzirem a palavra grega êthica.
Moral refere-se ao conjunto de regras, padrões e normas adquiridos em uma sociedade por meio da cultura, educação, cotidiano e costumes adquiridos no âmbito social e familiar.
E assim, a palavra moral não traduz por completo, a palavra grega originária. É que êthica possuía, para os gregos, dois sentidos complementares: o primeiro derivava de êthos e significava, numa palavra, a interioridade do ato humano, ou seja, aquilo que gera uma ação genuinamente humana e que brota a partir de dentro do sujeito moral, ou seja, êthos remete-nos para o âmago do agir, para a intenção. Por outro lado, êthica significava também éthos, remetendo-nos para a questão dos hábitos, costumes, usos e regras, o que se materializa na assimilação social dos valores.
A tradução latina do termo êthica para mores "esqueceu" o sentido de êthos (a dimensão pessoal do ato humano), privilegiando o sentido comunitário da atitude valorativa. Dessa tradução incompleta resulta a confusão que muitos, hoje, fazem entre os termos etica e moral.
A queda da raça humana na queda de Adão sempre será coberta em mistério. Por um lado, ela é uma das maiores e mais essenciais doutrinas no cristianismo, está claramente expresso nas Escrituras que ela é verdade, e ela fornece a única explicação adequada para a corrupção moral universal da humanidade. Ao mesmo tempo, contudo, as próprias Escrituras que afirmam a doutrina, oferecem pouca explicação a respeito de como tais coisas podem ser assim, e não oferece nenhuma defesa contra as acusações frequentes de que tal fato é injusto ou desleal. Como pode ser justo Deus imputar o pecado e a culpa de Adão a toda a humanidade?
Quando se fala da corrupção da moral do homem, uma atenção especial deve ser dada ao coração. Nas Escrituras, o coração significa o lugar da mente, vontade e emoções. Ele representa o próprio centro e a essência do ser e da pessoa de alguém. De acordo com as Escrituras, o próprio coração do homem é corrupto e dele flui toda forma de pecado, rebelião e perversidade.
A.Alves
Moral refere-se ao conjunto de regras, padrões e normas adquiridos em uma sociedade por meio da cultura, educação, cotidiano e costumes adquiridos no âmbito social e familiar.
E assim, a palavra moral não traduz por completo, a palavra grega originária. É que êthica possuía, para os gregos, dois sentidos complementares: o primeiro derivava de êthos e significava, numa palavra, a interioridade do ato humano, ou seja, aquilo que gera uma ação genuinamente humana e que brota a partir de dentro do sujeito moral, ou seja, êthos remete-nos para o âmago do agir, para a intenção. Por outro lado, êthica significava também éthos, remetendo-nos para a questão dos hábitos, costumes, usos e regras, o que se materializa na assimilação social dos valores.
A tradução latina do termo êthica para mores "esqueceu" o sentido de êthos (a dimensão pessoal do ato humano), privilegiando o sentido comunitário da atitude valorativa. Dessa tradução incompleta resulta a confusão que muitos, hoje, fazem entre os termos etica e moral.
A queda da raça humana na queda de Adão sempre será coberta em mistério. Por um lado, ela é uma das maiores e mais essenciais doutrinas no cristianismo, está claramente expresso nas Escrituras que ela é verdade, e ela fornece a única explicação adequada para a corrupção moral universal da humanidade. Ao mesmo tempo, contudo, as próprias Escrituras que afirmam a doutrina, oferecem pouca explicação a respeito de como tais coisas podem ser assim, e não oferece nenhuma defesa contra as acusações frequentes de que tal fato é injusto ou desleal. Como pode ser justo Deus imputar o pecado e a culpa de Adão a toda a humanidade?
A declaração de que “todos os homens nascem em pecado” significa que Deus imputou o pecado e a culpa de Adão a cada um de
seus descendentes. Todos os homens desde o nascimento são considerados e
tratados como pecadores por causa do pecado de Adão. É importante notar
que esta não é apenas uma “teoria teológica” ou “construção
filosófica,” mas o claro ensino das Escrituras e é demonstrado
constantemente no dia a dia.
Em Romanos 5:12-19
encontra-se o mais importante discurso em todas as Escrituras a respeito
da queda de Adão e a imputação de seu pecado a toda a raça humana.Quando se fala da corrupção da moral do homem, uma atenção especial deve ser dada ao coração. Nas Escrituras, o coração significa o lugar da mente, vontade e emoções. Ele representa o próprio centro e a essência do ser e da pessoa de alguém. De acordo com as Escrituras, o próprio coração do homem é corrupto e dele flui toda forma de pecado, rebelião e perversidade.
A.Alves
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Filosofia na Biblia
A Filosofia pode ser vista em toda a Bíblia, principalmente
quando observamos a área da ética e da política, porém, expecificamente em Eclesiastes podemos notar uma linguagem filosofica mais abrangente. Eclesiastes é uma palavra grega que
quer dizer algo como “pregador”. Em sua raiz, está a palavra “Ecclesia”, que
significa “Igreja”. Eclesiastes e bastante diferenciado dos
demais quando observado de perto.
O ponto principal do livro é a fugacidade e transitoriedade de tudo na vida. A palavra “vaidade” é utilizada inúmeras vezes para indicar o quanto o espírito humano é variável e falível, não possuindo aporte suficiente para perceber que o fluxo de mudanças captado pelos sentidos é ilusório. Neste ponto, é impossível não associar as ideias de Eclesiastes com Parmênides e a oposição ao panta rhei de Heráclito. Para compreender melhor, é preciso lembrar um pouco destes conceitos.
Os pensadores que vieram antes de Sócrates eram chamados de filósofos da physis. Eles procuravam um elemento que fosse comum à constituição de todas as coisas, chamado de arché. Assim, Tales pensou na água, Empédocles nos quatro elementos, Anaxímenes no ar; Anaximandro imaginou uma substância intangível, que preenchesse não só os corpos físicos, mas também os espaços vazios, o ápeiron. Heráclito muda substancialmente o foco da pesquisa filosófica. A constituição cosmológica já não se dá no campo físico, mas no devir, na constante transformação. Desta forma, suplantamos as instâncias físicas e inauguramos uma visão metafísica da realidade. Ele é autor de uma frase famosíssima em filosofia que diz: “não se banha duas vezes no mesmo rio”. Isso significa que, por trás de uma aparente imobilidade, encontra-se um universo dinâmico, de um dia para outro, milhões de células do meu corpo se esvaíram, e outras nasceram; as minhas ideias e impressões já variaram, ainda que minimamente. É exatamente isso o que quer dizer panta rhei: tudo flui, em inesgotável transformação. E isso se traduz em um devir eterno, que tem até mesmo uma conotação física: o quente esfria, o grande encolhe, o claro escurece. A mudança, portanto, se explica pelo fluxo de contrários, que acabam por se harmonizar no cosmos. Parmênides trabalha no polo oposto. Para ele, tudo é sempre e permanentemente igual. O movimento pensado por Heráclito é, este sim, ilusório. Isso porque ele pensa a realidade como a existência do Ser, nas coisas que existem essencialmente. Se o Ser é o que o identifica no mundo, não há a possibilidade de ele não ser.
É que Parmênides entende que não é possível que algo exista e não exista ao mesmo tempo. Quando algo está em movimento, este algo se desposiciona de seu próprio ser, não está mais onde deveria estar, transforma-se em não-ser. E não é possível alguma coisa ser e não ser ao mesmo tempo. A explicação é que o universo não se movimenta em opostos: quente e frio, grande e pequeno, escuro e claro, como gostaria Heráclito – são todos aspectos de um mesmo Ser. Se o céu está escuro ou claro, ele não deixa de ser céu. Se o tempo está frio ou quente, ele não deixa de ser tempo. Se um objeto está presente ou ausente, ele não perde sua essência, a de ser um objeto bem definido. A impressão que temos de se tratar de coisas diferentes provém de nossa incapacidade de perceber claramente a unidade universal, porque nossos sentidos são frágeis. Eclesiastes alinha-se a Parmênides na questão da imobilidade do Ser, pelo menos enquanto o mundo que se refere a aparências. O termo “vaidade” ganha aqui seus contornos definitivos. De toda a sua poética, é possível extrair que a subsistência da realidade se dá pela impossibilidade da transformação:
O ponto principal do livro é a fugacidade e transitoriedade de tudo na vida. A palavra “vaidade” é utilizada inúmeras vezes para indicar o quanto o espírito humano é variável e falível, não possuindo aporte suficiente para perceber que o fluxo de mudanças captado pelos sentidos é ilusório. Neste ponto, é impossível não associar as ideias de Eclesiastes com Parmênides e a oposição ao panta rhei de Heráclito. Para compreender melhor, é preciso lembrar um pouco destes conceitos.
Os pensadores que vieram antes de Sócrates eram chamados de filósofos da physis. Eles procuravam um elemento que fosse comum à constituição de todas as coisas, chamado de arché. Assim, Tales pensou na água, Empédocles nos quatro elementos, Anaxímenes no ar; Anaximandro imaginou uma substância intangível, que preenchesse não só os corpos físicos, mas também os espaços vazios, o ápeiron. Heráclito muda substancialmente o foco da pesquisa filosófica. A constituição cosmológica já não se dá no campo físico, mas no devir, na constante transformação. Desta forma, suplantamos as instâncias físicas e inauguramos uma visão metafísica da realidade. Ele é autor de uma frase famosíssima em filosofia que diz: “não se banha duas vezes no mesmo rio”. Isso significa que, por trás de uma aparente imobilidade, encontra-se um universo dinâmico, de um dia para outro, milhões de células do meu corpo se esvaíram, e outras nasceram; as minhas ideias e impressões já variaram, ainda que minimamente. É exatamente isso o que quer dizer panta rhei: tudo flui, em inesgotável transformação. E isso se traduz em um devir eterno, que tem até mesmo uma conotação física: o quente esfria, o grande encolhe, o claro escurece. A mudança, portanto, se explica pelo fluxo de contrários, que acabam por se harmonizar no cosmos. Parmênides trabalha no polo oposto. Para ele, tudo é sempre e permanentemente igual. O movimento pensado por Heráclito é, este sim, ilusório. Isso porque ele pensa a realidade como a existência do Ser, nas coisas que existem essencialmente. Se o Ser é o que o identifica no mundo, não há a possibilidade de ele não ser.
É que Parmênides entende que não é possível que algo exista e não exista ao mesmo tempo. Quando algo está em movimento, este algo se desposiciona de seu próprio ser, não está mais onde deveria estar, transforma-se em não-ser. E não é possível alguma coisa ser e não ser ao mesmo tempo. A explicação é que o universo não se movimenta em opostos: quente e frio, grande e pequeno, escuro e claro, como gostaria Heráclito – são todos aspectos de um mesmo Ser. Se o céu está escuro ou claro, ele não deixa de ser céu. Se o tempo está frio ou quente, ele não deixa de ser tempo. Se um objeto está presente ou ausente, ele não perde sua essência, a de ser um objeto bem definido. A impressão que temos de se tratar de coisas diferentes provém de nossa incapacidade de perceber claramente a unidade universal, porque nossos sentidos são frágeis. Eclesiastes alinha-se a Parmênides na questão da imobilidade do Ser, pelo menos enquanto o mundo que se refere a aparências. O termo “vaidade” ganha aqui seus contornos definitivos. De toda a sua poética, é possível extrair que a subsistência da realidade se dá pela impossibilidade da transformação:
“Uma
geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste. O sol se levanta, o sol
se põe; apressa-se a voltar a seu lugar; em seguida, se levanta de novo. O
vento vai em direção ao sul, vai em direção ao norte, volteia e gira nos mesmos
circuitos. Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda. Em
direção ao mar, para onde correm os rios, eles continuam a correr. Todas as
coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. A vista não se farta de ver, o
ouvido nunca se sacia de ouvir. O que foi é o que será: o que acontece é o que
há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol. Se é encontrada alguma
coisa da qual se diz: Veja: isto é novo, ela já existia nos tempos passados.
Não há memória do que é antigo, e nossos descendentes não deixarão memória
junto daqueles que virão depois deles.”
Ao afirmar que “não há
nada de novo sob o Sol”, constata-se e estabelece uma diferenciação
que, desta vez, leva-nos a uma referência platônica, o cuidado de observar que
estas coisas se passam “debaixo do Sol” indica que o autor imagina existir um
lugar onde habite a essência das coisas. O que estaria acima do Sol? Deus, com
certeza. Eterno, imutável, onipresente, absoluto. O que torna possível identificá-lo
com o mundo das ideias de Platão, onde seria possível enxergar a essência das
coisas, para Platão, são o habitáculo de um mundo
inteligível, extra-sensório, que somente é perceptível pelo intelecto. Ambos os
autores se afastam radicalmente do materialismo para vislumbrar a questão do
Ser permanente de Parmênides.
Se o mundo é imutável (“Reconheci que tudo o que Deus fez subsistirá sempre, sem que se possa ajuntar nada, nem nada suprimir. (...) Aquilo que é, já existia, e aquilo que há de ser, já existiu; Deus chama de novo o que passou.”), de nada vale ao ser humano procurar antecipar ou postergar sua própria existência. A vida é feita para ser vivida no momento, sem, no entanto, a absorção de princípios materialistas. Essa característica aproxima Eclesiastes dos estoicos , e afasta dos epicuristas, porque essa vivência se dá sem uma busca desenfreada de prazer, mas de resignação pelo que é possível alcançar. O que provoca sua marca de angústia é uma constatação existencial de que a própria vida é um mistério. Esse é o grande diferencial desse livro com relação aos demais presentes na Bíblia, que procuram oferecer como solução a vida futura. O Eclesiastes pensa o presente e a vida inserida no tempo perceptível.
O livro de Eclesiastes toma, portanto, um aspecto negativista e pessimista.
O livro trata do fatalismo, predeterminismo, necessarianismo, necessitarismo e determinismo. Em Eclesiastes, temos a morte como fundamento de igualdade ao ser humano: o rei e o plebeu, o sábio e o insensato, o poderoso e o escravo, todos tem um final comum e um fardo a carregar – o esquecimento.
O livro é, bem mais que um tratado de teologia ou uma obra de filosofia, vai muito além disso ao retratar, com precisao, toda a fragilidade das convicçoes dos seres humanos.
Se o mundo é imutável (“Reconheci que tudo o que Deus fez subsistirá sempre, sem que se possa ajuntar nada, nem nada suprimir. (...) Aquilo que é, já existia, e aquilo que há de ser, já existiu; Deus chama de novo o que passou.”), de nada vale ao ser humano procurar antecipar ou postergar sua própria existência. A vida é feita para ser vivida no momento, sem, no entanto, a absorção de princípios materialistas. Essa característica aproxima Eclesiastes dos estoicos , e afasta dos epicuristas, porque essa vivência se dá sem uma busca desenfreada de prazer, mas de resignação pelo que é possível alcançar. O que provoca sua marca de angústia é uma constatação existencial de que a própria vida é um mistério. Esse é o grande diferencial desse livro com relação aos demais presentes na Bíblia, que procuram oferecer como solução a vida futura. O Eclesiastes pensa o presente e a vida inserida no tempo perceptível.
O livro de Eclesiastes toma, portanto, um aspecto negativista e pessimista.
O livro trata do fatalismo, predeterminismo, necessarianismo, necessitarismo e determinismo. Em Eclesiastes, temos a morte como fundamento de igualdade ao ser humano: o rei e o plebeu, o sábio e o insensato, o poderoso e o escravo, todos tem um final comum e um fardo a carregar – o esquecimento.
O livro é, bem mais que um tratado de teologia ou uma obra de filosofia, vai muito além disso ao retratar, com precisao, toda a fragilidade das convicçoes dos seres humanos.
*Epicureus - materia e eterna, nao temos criador.
*Estoicos- panteistas, criam que Deus era parte de tudo.
A.Alves
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Sistema Politico e a corrupcao
“A corrupção é uma praga que tem efeitos
corrosivos nas sociedades. Ela sabota a democracia e o texto da lei,
leva a violações dos direitos humanos, distorce os mercados, corrói a
qualidade de vida e facilita o crime organizado, terrorismo e outras
ameaças ao florescimento da segurança da humanidade. A corrupção fere o
pobre desproporcionalmente através dos desvios de fundos que deveriam ir
para o desenvolvimento, compromete a habilidade do governo em prover
serviços básicos, alimenta a desigualdade e a injustiça, além de
desencorajar a ajuda e o investimento externo. Corrupção é o elemento
chave no mau desempenho das economias e o principal obstáculo ao
desenvolvimento e ao combate à pobreza”.
De que corrupção nós estamos falando?
A Bíblia trata do tema da corrupção da raça humana e do plano redentor de Deus, do Gênesis ao Apocalipse; a corrupção “lato sensu” (o pecado, de uma forma geral), que se desdobra em corrupções “strito sensu” (manifestações específicas da rebelião humana). Nosso foco é na corrupção como ferramenta de opressão econômica, afronta ao pobre; a negação do acesso do outro aos direitos básicos pela mal uso de dinheiro público, pagamentos de propinas, superfaturamentos, etc…
A corrupção se caracteriza em três tipos: a incidental, a sistemática e a sistêmica. O fato é que “corrupção” andará sempre de mãos dadas com a pobreza e, por esse motivo, ela é uma questão de ordem moral e de direitos humanos.
Vejamos alguns efeitos práticos da corrupção: o alto custo do acesso aos serviços de saúde e educação; padrões de saúde e segurança públicas precárias, riscos ambientais, violação dos direitos humanos, precariedade do acesso à justiça.
O que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto?
Ao refletirmos nas Escrituras, o que se espera que seja a práxis da igreja de Cristo? “E criou Deus o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto” (Gn 1.31).
A desobediência da criatura humana abre as portas para toda a cultura de violência e morte que vai descaracterizar a imagem de Deus no homem. “A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gn 6.11-12).
A corrupção, como a conhecemos, é talvez a violência em sua forma mais cruel. Não é possível dissociarmos a ideia de corrupção daquilo que entendemos como violência contra a dignidade humana, seja pela promoção da precarização dos serviços públicos, pela facilitação do crime ou pelo incentivo ao aumento da miséria.
A corrupção aflige a terra desde a queda. Não é surpresa, portanto, que muitos a vejam como algo normal, inevitável; um mal necessário na condução dos negócios e a forma como o rico e o poderoso levam sempre vantagem sobre o pobre e o fraco. Porém as Escrituras deixam claro que a corrupção é uma injustiça e, mais do que isso, elas requerem um posicionamento contra a corrupção.
O relato de corrupção, propina ou suborno mais conhecido da história está na Bíblia. Foram as 30 moedas de prata dadas pelos sacerdotes judeus a Judas Iscariotes para que ele os levassem até o Jardim do Getsemani, onde Jesus e os discípulos passavam a noite. Lá Judas mostrou a eles através do beijo da traição quem era Jesus. Judas era ganancioso e o dinheiro significava para ele, muito mais do que lealdade ou amor. Ele foi motivado por ganância e ganho pessoal. Quando ele se deu conta do mal feito e das consequências da sua traição, jogou as moedas no pátio do templo e cometeu suicídio (Mt 26 e 27; Mc 14; Lc 22).
Corrupção em forma de propina ou suborno é condenada ao longo de toda a Escritura Sagrada. Samuel foi o primeiro dos profetas do Antigo Testamento e um grande líder em Israel. Porém, mais tarde em sua vida, em sua casa, ele acusou os seus filhos de não andarem em seus caminhos. Foram avarentos, aceitaram subornos, torceram a lei (1 Sm 8.3). A distorção da justiça é uma das piores consequências do suborno porque permite que o rico explore o pobre. Na despedida que Samuel fez junto ao seu povo na coroação do rei Saul, ele perguntou: “…diga-me de quem recebi suborno e com ele encobri meus olhos, e eu vo-lo restituirei?” (1 Sm 12.3). Ele teve uma vida exemplar e a multidão não hesitou em responder: “em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém” (1 Sm 12.4).
Davi, rei de Israel, fez uma pergunta retórica no Salmo 24: “Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração. Que não entrega a sua alma à vaidade e nem jura enganosamente." No Salmo 26, porém, ele apresenta o homem que tem a mão direita cheia de subornos em contraste com o outro homem do Salmo 15.5 que “não empresta o seu dinheiro visando lucro e nem aceita suborno contra o inocente”.
O profeta Isaías elogia “…aquele cuja mão não aceita suborno.” (Is 33.15). E o profeta Amós denuncia “vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais” (Amós 5.12).
Escrevendo sobre a Bíblia e a corrupção, Hermes C. Fernandes apresenta textos bíblicos categorizados em modos distintos de fraude financeira nas esferas pública e privada, mostrando a corrupção como algo inaceitável diante de Deus:
- Advertência contra a corrupção no funcionalismo público: Lc 3.12-13.
- Advertência contra a corrupção policial: Lc 3.14.
- Advertência contra a corrupção no Poder Judiciário: Dt 16.19-20; Ex 23.8; Pv 17.23; Is 5.22,23; Sl 82.2-5a; Lv 19.15.
- Independência entre os poderes: Mq 7.2-3.
- Advertência contra a corrupção no Poder Executivo: Is 1.23; Pv 29.4; Pv 16.12.
- Advertência acerca dos assessores corruptos: Pv 25.5.
- Advertência contra a corrupção no Poder Legislativo: Is 10.1-4
- Advertência contra a corrupção e a ganância no meio empresarial: Ez 22.12-13a; Pv 16.8; Pv 22.16.
- Advertência contra juros absurdos praticados pelo Sistema Financeiro: Pv 28.8; Ez 18.5,7-9; Ex 22.25; Sl 112.4-5,9.
- Advertência acerca dos Direitos trabalhistas: Jó 31.13-14; Ml 3.5; Cl 4.1; Lv 19.13.
- Advertência contra lucros desonestos: Os 12.7; Dt 25.13-16; Pv 11.1; Pv 16.11; Mq 6.11; Lv 19.35-36.
No primeiro século depois de Cristo, o apóstolo Paulo se recusou a pagar suborno ao governador romano Félix. O governador admitiu que Paulo não havia feito nada de errado, mas ainda assim o manteve na prisão porque “esperava que Paulo oferecesse a ele algum dinheiro” (At 24.26). Esse tempo na prisão poderia ser gasto em visitas e encorajamento às igrejas que Paulo havia fundado, ou (quem sabe) fazendo a tão sonhada viagem missionária à Espanha. Nenhuma “justificativa” para o suborno poderia ser maior do que essa que o apóstolo teve, mas ele se recusou a aceitá-lo. Essas passagens nos mostram que, tanto no Antigo como no Novo Testamentos, o suborno é entendido como um pecado contra Deus. Uma perversão da justiça que permite com que o rico explore o pobre - e dentre os pobres, mulheres e crianças são os que mais sofrem. Abusos de poder que só satisfazem a ganância.
A corrupção não é apenas moralmente errada. Ela mina o desenvolvimento econômico, distorce a lisura na tomada de decisões e destrói a coesão social.
A corrupção mata! A corrupção é desonra a Deus e, por isso, é a antítese do amor ao próximo.
Considerando que a corrupção, na perspectiva que está sendo descrita, é um dos maiores, senão o maior, ato de violência direta ou indireta do homem contra o seu semelhante e contra a criação, o que, então, um discípulo de Jesus pode fazer? Que contribuição a igreja pode dar na luta contra a corrupção? Considerando que toda lei de Deus converge em Cristo, atraindo-nos pelo amor e conclamando-nos ao amor a Deus e ao próximo (Mt 22.36-38), aquele que é a expressão perfeita da vontade do Pai para o homem, nos aponta o caminho a seguir.
A.Alves
De que corrupção nós estamos falando?
A Bíblia trata do tema da corrupção da raça humana e do plano redentor de Deus, do Gênesis ao Apocalipse; a corrupção “lato sensu” (o pecado, de uma forma geral), que se desdobra em corrupções “strito sensu” (manifestações específicas da rebelião humana). Nosso foco é na corrupção como ferramenta de opressão econômica, afronta ao pobre; a negação do acesso do outro aos direitos básicos pela mal uso de dinheiro público, pagamentos de propinas, superfaturamentos, etc…
A corrupção se caracteriza em três tipos: a incidental, a sistemática e a sistêmica. O fato é que “corrupção” andará sempre de mãos dadas com a pobreza e, por esse motivo, ela é uma questão de ordem moral e de direitos humanos.
Vejamos alguns efeitos práticos da corrupção: o alto custo do acesso aos serviços de saúde e educação; padrões de saúde e segurança públicas precárias, riscos ambientais, violação dos direitos humanos, precariedade do acesso à justiça.
O que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto?
Ao refletirmos nas Escrituras, o que se espera que seja a práxis da igreja de Cristo? “E criou Deus o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto” (Gn 1.31).
A desobediência da criatura humana abre as portas para toda a cultura de violência e morte que vai descaracterizar a imagem de Deus no homem. “A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gn 6.11-12).
A corrupção, como a conhecemos, é talvez a violência em sua forma mais cruel. Não é possível dissociarmos a ideia de corrupção daquilo que entendemos como violência contra a dignidade humana, seja pela promoção da precarização dos serviços públicos, pela facilitação do crime ou pelo incentivo ao aumento da miséria.
A corrupção aflige a terra desde a queda. Não é surpresa, portanto, que muitos a vejam como algo normal, inevitável; um mal necessário na condução dos negócios e a forma como o rico e o poderoso levam sempre vantagem sobre o pobre e o fraco. Porém as Escrituras deixam claro que a corrupção é uma injustiça e, mais do que isso, elas requerem um posicionamento contra a corrupção.
O relato de corrupção, propina ou suborno mais conhecido da história está na Bíblia. Foram as 30 moedas de prata dadas pelos sacerdotes judeus a Judas Iscariotes para que ele os levassem até o Jardim do Getsemani, onde Jesus e os discípulos passavam a noite. Lá Judas mostrou a eles através do beijo da traição quem era Jesus. Judas era ganancioso e o dinheiro significava para ele, muito mais do que lealdade ou amor. Ele foi motivado por ganância e ganho pessoal. Quando ele se deu conta do mal feito e das consequências da sua traição, jogou as moedas no pátio do templo e cometeu suicídio (Mt 26 e 27; Mc 14; Lc 22).
Corrupção em forma de propina ou suborno é condenada ao longo de toda a Escritura Sagrada. Samuel foi o primeiro dos profetas do Antigo Testamento e um grande líder em Israel. Porém, mais tarde em sua vida, em sua casa, ele acusou os seus filhos de não andarem em seus caminhos. Foram avarentos, aceitaram subornos, torceram a lei (1 Sm 8.3). A distorção da justiça é uma das piores consequências do suborno porque permite que o rico explore o pobre. Na despedida que Samuel fez junto ao seu povo na coroação do rei Saul, ele perguntou: “…diga-me de quem recebi suborno e com ele encobri meus olhos, e eu vo-lo restituirei?” (1 Sm 12.3). Ele teve uma vida exemplar e a multidão não hesitou em responder: “em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém” (1 Sm 12.4).
Davi, rei de Israel, fez uma pergunta retórica no Salmo 24: “Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração. Que não entrega a sua alma à vaidade e nem jura enganosamente." No Salmo 26, porém, ele apresenta o homem que tem a mão direita cheia de subornos em contraste com o outro homem do Salmo 15.5 que “não empresta o seu dinheiro visando lucro e nem aceita suborno contra o inocente”.
O profeta Isaías elogia “…aquele cuja mão não aceita suborno.” (Is 33.15). E o profeta Amós denuncia “vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais” (Amós 5.12).
Escrevendo sobre a Bíblia e a corrupção, Hermes C. Fernandes apresenta textos bíblicos categorizados em modos distintos de fraude financeira nas esferas pública e privada, mostrando a corrupção como algo inaceitável diante de Deus:
- Advertência contra a corrupção no funcionalismo público: Lc 3.12-13.
- Advertência contra a corrupção policial: Lc 3.14.
- Advertência contra a corrupção no Poder Judiciário: Dt 16.19-20; Ex 23.8; Pv 17.23; Is 5.22,23; Sl 82.2-5a; Lv 19.15.
- Independência entre os poderes: Mq 7.2-3.
- Advertência contra a corrupção no Poder Executivo: Is 1.23; Pv 29.4; Pv 16.12.
- Advertência acerca dos assessores corruptos: Pv 25.5.
- Advertência contra a corrupção no Poder Legislativo: Is 10.1-4
- Advertência contra a corrupção e a ganância no meio empresarial: Ez 22.12-13a; Pv 16.8; Pv 22.16.
- Advertência contra juros absurdos praticados pelo Sistema Financeiro: Pv 28.8; Ez 18.5,7-9; Ex 22.25; Sl 112.4-5,9.
- Advertência acerca dos Direitos trabalhistas: Jó 31.13-14; Ml 3.5; Cl 4.1; Lv 19.13.
- Advertência contra lucros desonestos: Os 12.7; Dt 25.13-16; Pv 11.1; Pv 16.11; Mq 6.11; Lv 19.35-36.
No primeiro século depois de Cristo, o apóstolo Paulo se recusou a pagar suborno ao governador romano Félix. O governador admitiu que Paulo não havia feito nada de errado, mas ainda assim o manteve na prisão porque “esperava que Paulo oferecesse a ele algum dinheiro” (At 24.26). Esse tempo na prisão poderia ser gasto em visitas e encorajamento às igrejas que Paulo havia fundado, ou (quem sabe) fazendo a tão sonhada viagem missionária à Espanha. Nenhuma “justificativa” para o suborno poderia ser maior do que essa que o apóstolo teve, mas ele se recusou a aceitá-lo. Essas passagens nos mostram que, tanto no Antigo como no Novo Testamentos, o suborno é entendido como um pecado contra Deus. Uma perversão da justiça que permite com que o rico explore o pobre - e dentre os pobres, mulheres e crianças são os que mais sofrem. Abusos de poder que só satisfazem a ganância.
A corrupção não é apenas moralmente errada. Ela mina o desenvolvimento econômico, distorce a lisura na tomada de decisões e destrói a coesão social.
A corrupção mata! A corrupção é desonra a Deus e, por isso, é a antítese do amor ao próximo.
Considerando que a corrupção, na perspectiva que está sendo descrita, é um dos maiores, senão o maior, ato de violência direta ou indireta do homem contra o seu semelhante e contra a criação, o que, então, um discípulo de Jesus pode fazer? Que contribuição a igreja pode dar na luta contra a corrupção? Considerando que toda lei de Deus converge em Cristo, atraindo-nos pelo amor e conclamando-nos ao amor a Deus e ao próximo (Mt 22.36-38), aquele que é a expressão perfeita da vontade do Pai para o homem, nos aponta o caminho a seguir.
A.Alves
Assinar:
Postagens (Atom)